Ao TSE, a defesa de Jair Bolsonaro alegou que o vídeo poderia induzir o internauta a acreditar que, caso eleito, o candidato não respeitaria as decisões emanadas do Poder Judiciário
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ao TSE, a defesa de Jair Bolsonaro alegou que o vídeo poderia induzir o internauta a acreditar que, caso eleito, o candidato não respeitaria as decisões emanadas do Poder Judiciário

Nesta sexta-feira (12), o ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que um vídeo supostamente produzido por apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) seja retirado do ar em até 24 horas. O material inclui ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como alvos de crítica.

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A retirada foi determinada pela própria direção da campanha de Jair Bolsonaro , que alegou que “o vídeo em questão prejudica a imagem do candidato representante, na medida em que o coloca em linha de colisão com a atuação do Poder Judiciário brasileiro”.

No vídeo, com o refrão da música “Meus pais”, de Zezé di Camargo e Luciano, ao fundo, aparecem os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Alexandre de Moraes. “Feito um mal que não tem cura, estão levando à loucura o Brasil que a gente ama”, diz a canção, enquanto se sucedem as imagens, nas quais aparecem também políticos do PT e do MDB.

Ao TSE, os advogados de Bolsonaro disseram que o vídeo deveria ser retirado do ar por induzir o internauta a acreditar que, caso eleito, o candidato não respeitaria as decisões emanadas do Poder Judiciário, o que não é verdade. A defesa destacou que, apesar de trazer a identidade visual da candidatura, o material não foi produzido pela campanha.

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Ao acolher os argumentos e ordenar a retirada do vídeo ligado a Jair Bolsonaro hospedado no YouTube, o ministro Carlos Horbach escreveu que o material “tem evidente potencial lesivo para os representantes, que involuntariamente são vinculados a ideias que não corroboram, cuja repercussão negativa no eleitorado lhes prejudica”.


*Com informações da Agência Brasil

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