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Candidato à Presidência pelo PT criticou ausência do seu adversário nos encontros antes do 1º turno das eleições e o cobrou por novos confrontos

Fernando Haddad representou Lula em evento organizado pelo banco BTG Pactual nesta quinta-feira
Ricardo Stuckert
Fernando Haddad representou Lula em evento organizado pelo banco BTG Pactual nesta quinta-feira

O candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT) usou, nesta quarta-feira (10), o seu Twitter oficial para criticar o seu oponente no segundo turno das eleições, Jair Bolsonaro (PSL), e cobrá-lo sobre sua participação em debates promovidos pelos veículos de comunicação. As críticas a Bolsonaro foram publicadas numa sequência de mensagens.

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"Meu adversário defende torturador até hoje, mesmo sabendo que nos porões da ditadura aconteciam estupros contra as mulheres presas", escreveu Haddad. As críticas a Bolsonaro continuaram com uma ressalva de que eram verdadeiras: "nós não precisamos mentir sobre o Bolsonaro, só precisamos falar a verdade. Já ele, precisa inventar mentiras sobre nós todos os dias", continuou.

"Vamos fazer uma campanha propositiva e demarcar as diferenças entre projetos", disse Haddad, ressaltando o próprio projeto de governo. "Agora, meu adversário precisa participar dos debates. Eu estou disposto a ir até uma enfermaria se for preciso para debater o Brasil", ponderou. "Ninguém pode ser eleito sem apresentar as suas propostas ao povo", concluiu.

A declaração do candidato petista à Presidência faz referência ao novo atestado médico que Bolsonaro receber nesta quarta, quando passou por outra avaliação médica, na qual recebeu a  recomendação de ainda não ir a debates ou participar de eventos de campanha na rua. Segundo os médicos de Bolsonaro, o candidato do PSL ainda está se recuperando da facada que tomou em Juiz de Fora, na Bahia, há 34 dias. 

"Ele perdeu 15 quilos de massa muscular e ainda está fraco, precisa de uma dieta de recuperação proteica", afirmou o médico. Perguntado sobre o tempo que ainda falta para o candidato se recuperar, o cardiologista disse que, na próxima quinta-feira Bolsonaro deve ir ao hospital e, provavelmente, será liberado para recomeçar sua campanha e participar de debates. Esta foi a segunda visita feita pelos médicos em uma semana.

A troca de farpas entre os dois candidatos presidenciáveis está tomando proporções maiores, agora que a disputa pela vitória no segundo turno efetivamente teve início. Ainda nesta quarta, Haddad criticou a política econômica do guru de Bolsonaro, dizendo que ela se assemelha à do governo atual.

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"A política do Paulo Guedes, economista do Bolsonaro, é de aprofundar a agenda Temer. É o Temer piorado. Nossa proposta é aumentar o poder de compra do brasileiro, reduzindo a carga tributária de quem ganha menos e cortando os juros cobrado pelos bancos", afirmou, encerrando as críticas a Bolsonaro e seus aliados. 

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