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Partidos dos candidatos Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, que vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais, também foram bem no legislativo

Os candidatos Eduardo Bolsonaro (PSL)  e Rui Falcão (PT) foram dois dos deputados eleitos que tiveram mais votos em SP
Agência Câmara/Agência PT
Os candidatos Eduardo Bolsonaro (PSL) e Rui Falcão (PT) foram dois dos deputados eleitos que tiveram mais votos em SP

Não só nas eleições presidenciais o Partido dos Trabalhadores e o Partido Social Liberal ganharam destaque nesse domingo (7). Afinal, as legendas de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), presidenciáveis que foram para o segundo turno do pleito, também foram as que mais elegeram deputados federais para a Câmara. Os deputados eleitos ontem cumprirão um mandato de quatro anos. 

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Enquanto, em 2014, o PT elegeu 69 deputados, desta vez, elegeu 56. Apesar de ter perdido o número de deputados eleitos , o partido foi o que mais elegeu nomes entre as legendas. O PSL, por sua vez, saltou de um deputado eleito em 2014 para 52 neste domingo. O avanço é um reflexo da quantidade de votos conquistados por Bolsonaro, do mesmo partido. 

O MDB, que durante os últimos anos foi a maior bancada da Casa, perdeu espaço, enquanto o Partido Novo conquistou mais cadeiras. O levantamento foi feito pela própria Câmara dos Deputados e foi divulgado na manhã desta segunda-feira (8).

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Tradicionalmente, o MDB integra a Presidência da Câmara e do Senado. Porém, nas eleições de ontem, o partido caiu para quase metade em tamanho no Congresso . Em 2014, foram eleitos 65 deputados, agora serão 34 parlamentares. Em contrapartida, o Partido Novo, que lançou o empresário João Amoêdo à Presidência, conseguiu oito deputados.

Deputados eleitos são de 30 legendas diferentes

Os deputados eleitos tomam posse em fevereiro de 2019; eles são de 30 legendas diferentes
Luis Macedo/Câmara dos Deputados - 25.10.17
Os deputados eleitos tomam posse em fevereiro de 2019; eles são de 30 legendas diferentes

Ao todo, a Câmara dos Deputados terá, a partir de 2019, 30 legendas com representação na Casa. O tamanho das bancadas é importante para que os deputados sejam indicados para funções específicas e relevantes no funcionamento do Parlamento.

Pelo Regimento Interno da Câmara e negociações, o maior partido ou bloco tem peso na escolha da Presidência da Casa e para ocupar o comando de comissões de maior destaque, como a de Constituição e Justiça e a de Finanças e Tributação. Com o PSL e o PT lotando a Câmara, a chance de um desses partidos assumir a presidência da Casa é evidente.

De acordo com o levantamento da Câmara, a renovação foi elevada. Em Mato Grosso e no Distrito Federal, apenas uma em oito cadeiras é de deputados reeleitos. Erika Kokay (PT) foi reeleita pelo DF e Carlos Bezerra (MDB) por MT. Os demais são novatos na Câmara dos Deputados.

O Piauí, por outro lado, reelegeu sete dos dez deputados federais de sua bancada. O Rio Grande do Sul, por sua vez, reelegeu a maior parte da bancada: 19 foram reeleitos e 12 são novatos.

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Todos os deputados eleitos tomam posse em fevereiro de 2019. Até lá, há negociações sobre cargos federais e estaduais, assim como a possibilidade de mudanças de partidos políticos.

* Com informações da Agência Câmara

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