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Candidato do PDT, atual governador alcançou 33% dos votos válidos na eleição deste domingo e terá como adversário o candidato do PSB, com 30%

Sob a sombra de João Capiberibe (PSB; ao meio) que teve a candidatura indeferida, Waldez Góes (PDT, à direita) e Davi Alcolumbre (PSB; à esquerda) deverão disputar o segundo turno para governador do Amapá
Silvio Sousa
Sob a sombra de João Capiberibe (PSB; ao meio) que teve a candidatura indeferida, Waldez Góes (PDT, à direita) e Davi Alcolumbre (PSB; à esquerda) deverão disputar o segundo turno para governador do Amapá

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que o segundo turno das eleições para governador do Amapá será disputado entre o atual governador Waldez Góes (PDT) e João Capiberibe (PSB). Mesmo após a apuração de 100% das urnas, a decisão só foi considerada definitiva depois que o TSE decidiu manter a candidatura de Capi. O candidato teve problemas com o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) que indeferiu o registro de alguns partidos de sua coligação incluindo o de seu vice, Marcos Roberto (PT).

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Mais de 340 mil eleitores participaram da votação em todo o Estado neste domingo.  O atual governador do Amapá, Waldez obteve 33,5% (133.214 votos) dos mais de 222 mil votos válidos registrados na eleição no Amapá, enquanto o candidato do PSB, João Capiberibe, foi escolhido por 30,1% do eleitorado (119.500 de votos).

Waldez e Capi  deverão retomar suas campanhas na ruas e na internet, de olho no segundo turno da eleição a partir desta quinta-feira (18), mesma data em que o TSE liberou a propaganda eleitoral no rádio e na TV.

Desafios para o futuro novo governador do Amapá

Palácio do Setentrião, sede do governo estadual, deverá virar residência de João Capiberibe (PSB) ou continuar sendo do atual governador do Amapá Waldez Góes (PDT)
Levy Headbanger
Palácio do Setentrião, sede do governo estadual, deverá virar residência de João Capiberibe (PSB) ou continuar sendo do atual governador do Amapá Waldez Góes (PDT)



O novo governador do Amapá terá que encarar os problemas de um estado com o mais alto percentual de desempregados do País. No primeiro trimestre deste ano, 13,2% da população estava procurando emprego.

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Isso também se reflete no percentual que cada setor contribui para o PIB do Estado. O serviço público cresceu consideravelmente nas últimas décadas e é o setor que mais contribui para a economia do estado, com participação de 44% do PIB. Comércio e serviços também têm forte participação e, juntos, representam 42% da atividade econômica.

Dessa forma, a economia do Amapá depende fortemente do setor público que, impactado pela crise dos dois últimos anos, resultou em forte queda, por exemplo, nas vendas de veículos. Apesar de já ser a menor frota automotiva do País, de acordo com o levantamento mais recente do IBGE, entre 2015 e 2016, houve queda de 60% nas vendas, o que representa em torno de 6 mil veículos a menos em circulação. Contudo, é possível perceber a retomada da economia do estado em proporção acima da média nacional.

Já em relação ao meio ambiente, o Amapá é um dos mais preservados estados do Brasil, com mais de 72% de seu território destinado a áreas protegidas, o que inclui unidades de conservação federais e estaduais, além de terras indígenas. No entanto, apenas 80% da população amapaense é atendida com coleta de lixo, só 11% contam com rede de esgoto e pouco mais da metade têm acesso à água encanada.

Na educação, no entanto, o Amapá vai relavatimente bem. O estado alcançou a mais baixa taxa de analfabetismo das regiões Norte e Nordeste (5%) e conta com o maior percentual de pessoas a partir de 25 anos com mais anos de estudo: 9,9%, empatado com Roraima.

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No entanto, na área da segurança pública, o futuro governador do Amapá , seja ele Waldez ou Capi, terá que encarar as consequência de um estado muito violento. Isso porque, segundo o Mapa da Violência 2018, o Amapá conta uma taxa de 48,7 homicídios para cada 100 mil habitantes, tornando o Estado o segundo mais violenta da região Norte, atrás apenas do Pará.