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“Pacto pela Democracia” é respaldado por políticos do Novo, Rede, PT, PV, PDT, Psol, PSDB e outros, e reúne dezenas de entidades civis

Diversas entidades e partidos políticos de esquerda,  direita e centro respaldaram o
Alícia Peres / Divulgação
Diversas entidades e partidos políticos de esquerda, direita e centro respaldaram o "Pacto pela Democracia"

Diversas entidades civis reunidas em torno do “Pacto pela Democracia”, que defendem desde a renovação na política, passando pela implementação de novas políticas públicas de segurança até a defesa dos direitos dos consumidores e da transparência nas contas públicas convergiram na escrita de uma carta repudiando declarações recentes da chapa presidencial de Jair Bolsonaro (PSL) e Hamilton Mourão (PRTB).

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O “ Pacto pela Democracia ” é respaldado, ainda, por políticos de partidos de diversos matizes ideológicos: há desde candidatos do Novo, Rede, PSDB, Psol, PT, PDT, PPS e PV. Entre os movimentos pela renovação na Câmara dos Deputados e no Senado, destacam-se o Agora!, Acredito, RenovaBR, Bancada Ativista e Frente Favela Brasil, entre outros.

Os signatários do pacto criticaram, na carta, as declarações recentes de Bolsonaro, que levantou suspeita sobre o processo eleitoral no país, sinalizando que pode não aceitar uma eventual derrota nas urnas – isso porque, disse o deputado, as urnas eletrônicas não são “confiáveis”.

“Em seu primeiro discurso após a terrível violência da qual foi vítima, o candidato Jair Bolsonaro questionou antecipadamente a lisura do processo eleitoral. Segundo ele, “a possibilidade de fraude no segundo turno, talvez no primeiro, é concreta". Ao sugerir que só reconhecerá a validade do pleito caso seja vitorioso, o candidato manifesta seu desapreço às regras mais elementares da democracia”, critica o documento.

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Os integrantes do pacto, que congrega também entidades civis como o Instituto Clima e Sociedade, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Instituto de Estudos da Religião, Rede Nossa São Paulo e a Transparência Partidária, repudiaram também as declarações de Hamilton Mourão , vice de Bolsonaro, que defendeu a redação de uma nova Constituição sem a consulta aos deputados eleitos.

“Não é de hoje que vivemos uma crise institucional. É dever de todas e todos -- lideranças políticas, imprensa, instituições de Justiça, cidadãs e cidadãos -- zelar pelas instituições e pela Constituição Federal. A cadeira de presidente da República caberá àquela ou àquele que o povo escolher. Aos demais, cabe reconhecer a vitória e seguir na luta política, democraticamente.

Nesse contexto, repudiamos as declarações dos candidatos Jair Bolsonaro e do General Hamilton Mourão e reafirmamos nosso compromisso com as regras democráticas, com a não-violência, discriminação ou intolerância de qualquer natureza, com os valores e fundamentos expressos na Constituição Federal, conquistados pela ação conjunta de milhares de homens e mulheres que vieram antes de nós.

Reiteramos, por fim, o compromisso de todos, conforme exposto no Pacto pela Democracia, em defender as instituições e práticas democráticas e produzir eleições limpas, diversas e com ampla participação em outubro, capazes de efetivamente representar a cidadania e fortalecer as bases de confiança e legitimidade no ambiente político”, conclui o documento do “ Pacto pela Democracia ”.

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