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Depois de ser julgado como um dos '50 tons de Temer' por Boulos, tucano retrucou, atacando a esquerda; para ele, projeto do PT é Lula e não o Brasil

Em sabatina, tucano citou os '50 tons de PT' ao se referir ao projeto de seus principais correntes
José Cruz/Agência Brasil - 6.8.18
Em sabatina, tucano citou os '50 tons de PT' ao se referir ao projeto de seus principais correntes

O candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) reafirmou, na manhã desta quinta-feira (11), que é uma das melhores opções para os eleitores que quiserem aderir ao 'antipetismo'. Isso porque, segundo ele, 'há 50 tons de PT' disputando as eleições presidenciais de 2018. 

"Há vários tons de PT. Ciro, Marina, Boulos", disse o tucano. Tal declaração é uma resposta depois de Alckmin ter sido incluído entre os chamados '50 tons de Temer', numa fala do candidato do Psol à Presidência, Guilherme Boulos, no primeiro debate presidencial . Dessa vez, o tucano citou os ' 50 tons de PT ' ao se referir ao projeto de seus principais correntes.

"Nós sempre fomos oposição ao PT, ao contrário dos que hoje compõem os vários tons de PT nesta eleição: Ciro, Marina, Boulos e até Meirelles. O compromisso do PT não é com o Brasil. É com Lula", disse o tucano, em sabatina promovida pelos jornais O Globo , Valor Econômico e pela revista Época , nesta manhã.

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O tucano decidiu cutucar o PT depois de ser questionado a respeito das últimas ações da Polícia Federal contra o ex-governador do Paraná e o atual do Mato Grosso do Sul Beto Richa e Reinaldo Azambuja, respectivamente – ambos do PSDB.

"Não passamos a mão na cabeça de ninguém", disse, tentando se desvincular de políticos do partido envolvidos em esquemas de corrupção. Buscando tentar mudar de assunto, Geraldo Alckmin resolveu então atacar o PT.

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Muitos desses citados nos tais ' 50 tons de PT ' são os principais concorrentes de Alckmin nas eleições presidenciais. Afinal, nas últimas pesquisas, o tucano aparece ao lado de Marina, Ciro e Haddad, empatados no segundo lugar, segundo as intenções de voto apuradas pelos institutos Datafolha e Ibope. Portanto, tem sido uma estratégia do tucano se destacar entre tais presidenciáveis, pontuando-se como o único que não possui nenhum relacionamento amistoso com o Partido dos Trabalhadores. 

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