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Superintendente da Polícia Judiciária afirmou que o outro suspeito estaria neste momento sendo ouvido na PF; homem não teve a identidade revelada

Superintendente da Polícia Judiciária afirma ter detido um segundo suspeito do ataque contra Jair Bolsonaro
Reprodução/Twitter
Superintendente da Polícia Judiciária afirma ter detido um segundo suspeito do ataque contra Jair Bolsonaro

As forças policiais prenderam um segundo homem suspeito de participação no atentado contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, em Juiz Fora, Minas Gerais. Segundo o Superintendente da Polícia Judiciária, Carlos Capistrano, o outro suspeito do ataque contra Jair Bolsonaro , que não teve a identidade revelada, estaria neste momento sendo ouvido na Polícia Federal na cidade.

"Há informação de um segundo suspeito no caso. As investigações estão em andamento, mas já temos a identificação de um provável segundo suspeito na cena do crime", disse o superintendente sobre o ataque contra Jair Bolsonaro .

O primeiro autor do ataque detido, identificado como Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, disse a policiais que estava cumprindo uma "ordem de Deus". A informação é da revista Piauí.

Segundo a revista, o presidente da Federação dos Agentes da Polícia Federal (Fenapef), Luis Boundens, teria conversado com homens que faziam a escolta do candidato Jair Bolsonaro no momento do ataque.

"Os colegas disseram que ele imediatamente começou a dizer que estava em missão divina, o que levou o pessoal a temer pela integridade psicológica dele", afirmou o presidente do Fenapref.

Ao Estadão, o coronel Alexandre Nocelli, comandante da quarta região da Polícia Militar de Juiz de Fora, afirmou que  Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, prestou depoimento aos policiais e disse que "agiu motivado por questões pessoais". 

O comandante destacou que a segurança do candidato era feita por agentes da Polícia Federal, e não pela PM. Ainda segundo ele, Adelio foi agredido enquanto era escoltado até a delegacia da  Polícia Federal  na cidade. 

Em nota, a Polícia Federal afirmou: "[Bolsonaro] contava com a escolta de policiais federais quando foi atingido por uma faca durante um ato público na cidade de Juiz de Fora (MG). O agressor foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da PF naquele município. Foi  instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato".

O que mostra o perfil de redes sociais de agressor de Bolsonaro 

Polícia Militar de Minas Gerais identificou o autor do ataque contra Jair Bolsonaro como Adélio Bispo de Oliveira
DIVULGAÇÃO/ POLÍCIA MILITAR
Polícia Militar de Minas Gerais identificou o autor do ataque contra Jair Bolsonaro como Adélio Bispo de Oliveira

A página de perfil de Adelio Bispo de Oliveira mostra alguém obcecado pela maçonaria, a quem acusa, em sua página nas redes sociais da internet, de promover a pauta de direitos LGBTs, perseguir o número 13 e “enlouquecer” as pessoas. 

Postagens sobre a maçonaria e críticas a Jair Bolsonaro tomam a integridade da página no Facebook do homem que esfaqueou Bolsonaro , onde ele também defende a implantação do comunismo no Brasil. Adelio Bispo, 40 anos, é natural de Montes Claros, Minas Gerais. Ele confessou o crime e foi preso em flagrante enquanto era linchado pela multidão que acompanhava o candidato presidencial, informou a Polícia Militar. 

Revoltado e aparentando confusão mental em sua página no Facebook, Adelio Bispo é partidário, entre outras teorias da conspiração, de que a maçonaria e os iluminati -  suposto grupo da elite conservadora da Igreja Católica - perseguem o número "13" e ajudam a promover os direitos LGBTs, aos quais se diz contrário.

Em uma de suas postagens, ele ironiza Alexandre Frota, partidário de Bolsonaro, por sua participação em filmes pornográficos homoeróticos. Em outro momento, o autor do ataque contra Jair Bolsonaro escreveu que os maçons, por meio de diversos estratagemas ("som alto para te perturbar", "problemas no trânsito", "depredações de seu patrimônio" e "escutas telefônicas"), buscam enlouquecer a população.