Josué diz a Alckmin que fique à vontade para procurar outro candidato a vice
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Josué diz a Alckmin que fique à vontade para procurar outro candidato a vice

Uma má notícia pode azedar o trunfo de última hora que, nos últimos dias, reanimou a combalida candidatura presidencial do PSDB. Em reunião com membros do ‘centrão’ – o bloco parlamentar conservador que ao lado dos tucanos depôs Dilma Rousseff (PT) e sustentou o governo Temer (MDB) – o empresário Josué Alencar (PR-MG), contado a vice de Geraldo Alckmin, deu mostras de que irá recusar o convite. Josué diz a Alckmin que “fique à vontade” para escolher outro nome para compor a chapa.

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O recado representa um banho de água fria para a campanha do ex-governador de São Paulo. Conceder ao empresário mineiro a vaga de vice foi uma das condições que o ‘centrão’ impôs ao PSDB para compor com o partido. No entanto, Josué diz a Alckmin que não tem o que acrescentar na campanha do paulista e o deixou livre para indicar outro nome.

Mas ainda há esperança, entre o PSDB e os partidos do ‘ centrão ’ – DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade -, que Josué reconsidere sua decisão. Caso o apoio do bloco ao ex-governador de São Paulo se efetive, ele será dono do maior tempo de televisão na propaganda eleitoral que começa em setembro, além de abocanhar grande parte dos recursos do fundo eleitoral instituído na recente mini-reforma política.

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Entre os fatores que devem pesar para o empresário mineiro negar a composição está a antiga proximidade entre seu falecido pai, José Alencar, e o PT. Alencar foi vice-presidente de Lula quando este esteve na presidência da república – mantendo-se “fiel até o fim”, como costuma ressaltar o líder petista.

A parte isso, Josué Alencar é desejado como vice de outras chapas: o PDT de Ciro Gomes já ofereceu a vaga ao empresário, bem como o PT de Lula, atual líder nas pesquisas eleitorais ainda que preso em Curitiba .

Para Alckmin, além do apoio dos partidos do ‘centrão’, a proximidade a Josué Alencar representaria um benefício adicional. A união ao empresário mineiro, afirma Alckmin, selaria uma simbólica “união entre Minas e São Paulo”.

Alencar, ainda, é voz ativa no meio empresarial, trazendo consigo o respaldo do chamado mercado. Apesar de ter sido cortejado pelo PSDB, Josué diz a Alckmin que seu apoio não acrescentaria eleitoralmente. Uma definição sobre o caso é esperada para os próximos dias.

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