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A advogada Janaína Paschoal é a terceira pessoa a ser cotada como vice de Bolsonaro; Magno Malta (PR) e o general Augusto Heleno já negaram convite semelhante para compor chapa com o ex-militar

Janaína Paschoal tem sido cotada como vice de Bolsonaro nas eleições 2018
Edilson Rodrigues/Agência Senado - 30.08.16
Janaína Paschoal tem sido cotada como vice de Bolsonaro nas eleições 2018

Cotada como vice de Bolsonaro (PSL), a advogada Janaína Paschoal pode engrossar a lista de “nãos” recebida pelo deputado federal e pré-candidato à presidência da República em sua jornada em busca de alianças políticas.

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Ela é cotada como vice de Bolsonaro , entre outras razões, por ter sido a advogada que defendeu, no Senado, o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Ela alegou ao PSL, contudo, que problemas familiares a impossibilitariam de aceitar o convite do militar reformado.

Embora do ponto de vista político a aliança com Janaína não acrescente muito a Jair Bolsonaro, já que a advogada não traz consigo partidos, tempo de TV ou dinheiro de fundo partidário, do ponto de vista simbólico a aliança com ela seria útil ao deputado.

Figura recorrente nas manifestações pela deposição de Dilma, Janaína foi contratada pelo PSDB para defender esta causa no Senado. Além disso, a entrada de uma mulher na chapa do ex-militar serviria para refutar parte das críticas a ele, que é considerado machista e misógino por declarações recorrentes que faz à imprensa.

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Por fim, Janaina também emprestaria um “verniz intelectual” à campanha do deputado. Ligada a USP, ela tem, em tese, maior capacidade argumentativa que Bolsonaro, que já admitiu “não entender nada” de economia, por exemplo.

A advogada, no entanto, pediu “mais tempo” ao PSL para decidir se aceita ou não o convite.

De toda forma, já no dia do lançamento da candidatura de Bolsonaro ficou claro que há divergências entre as duas partes: ela criticou os seguidores do deputado por se fecharam ao diálogo e a recorrência que o ex-militar faz a “deus” em seus discursos.

Se ela decidir por não compor chapa com Bolsonaro, não será o primeiro “não” ouvido por ele nas últimas semanas. O deputado mantinha a esperança de ter o senador Magno Malta (PR) como vice, mas ele recusou a posição para se candidatar à reeleição no Senado.

Bolsonaro, então, foi atrás de Augusto Heleno, general reformado do Exército, que tampouco se interessou pela vaga.

Cotada como vice de Bolsonaro , Janaína Paschoal foi, assim, a terceira opção da lista do deputado. Ela deverá anunciar sua decisão nos próximos dias.

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