Tamanho do texto

Ministro disse que, por volta das 19h desta quarta-feira, foram registrados 197 pontos de concentração de caminhoneiros manifestantes em todo o País

Ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, falou que suspeito da morte de caminhoneiro em Rondônia foi preso
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 22.9.17
Ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, falou que suspeito da morte de caminhoneiro em Rondônia foi preso

O ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou em uma coletiva de imprensa concedida na noite desta quarta-feira (30), que, por volta das 19h, havia 197 pontos de concentração de caminhoneiros manifestantes nas rodovias de todo o País, e que esse número tende a diminuir. Afinal, segundo ele, o "Brasil está tornando à normalidade".

Leia também: Reabastecimento de combustível no País chega a 53% com desmobilização de greve

"Nós tivemos que fazer valer a autoridade e essa autoridade, com o apoio que recebemos de todos, está nos levando de volta à normalidade. O Brasil está tornando à normalidade", disse Raul Jungmann .

A declaração do ministro acontece nesta quarta-feira de desmobilização, após nove dias de paralisação, decorrentes da greve dos caminhoneiros , que se iniciou no último dia 21 de maio.

"Hoje o Brasil está rodando e voando", reforçou, na mesma coletiva, o almirante de esquadra Ademir Sobrinho, atual chefe do Estado Maior das Forças Armadas. Em seu pronunciamento, ele disse que apenas um ponto das principais rodovias federais, em Rondônia, não está liberado, mas que esse ponto deve ser liberado nesta quinta-feira (30).

Caminhoneiro morto em Rondônia

O ministro também se referiu, em seu pronunciamento, à morte do caminhoneiro que levou uma pedrada em sua cabeça, em Rondônia . A respeito desse caso, Jungmann afirmou que há um suspeito preso.

Leia também: Caminhoneiro morre após levar pedrada na cabeça em rodovia de Rondônia

José Batistela não estava fazendo parte de movimento grevista, mas foi morto enquanto seguia viagem pela BR-364, em Vilhena. O caminhoneiro tinha 70 anos, era casado, trabalhava como autônomo e morava em Jaru, no mesmo estado.

O ministro disse que o crime de homicídio que resultou na morte de Batistela será investigado pela Polícia Federal. Além do suspeito de ter tacado a pedra, o líder do bloqueio na região da morte do caminhoneiros também foi detido pela polícia.

Raul Jungmann disse ainda que o número de prisões envolvendo os protestos da greve dos caminhoneiros deve ser levantado ainda nesta quarta-feira e divulgado à imprensa assim que possível. 

Leia também: Governo anuncia canal de denúncias contra "violência política" a caminhoneiros

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.