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Ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia será afastado da Câmara Municipal e não poderá disputar eleições por oito anos, além ter de ressarcir os cofres da cidade; Maia promete recorrer de decisão

César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio
Carlos Monteiro/Futura Press
César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, nesta segunda-feira (21), suspender os direitos políticos do ex-prefeito e atual vereador do Rio de Janeiro, César Maia (DEM) , no processo em que ele é acusado de improbidade administrativa na construção do Hospital de Acari, na zona norte da cidade.

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Ele ficará oito anos impedido de se candidatar a cargos públicos, e deverá pagar, ainda, uma multa de R$ 3,3 milhões como forma de ressarcir os prejuízos por ele causados.

A juíza Maria Paula Gouvêa Galhardo determinou a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos de César Maia . A Justiça considerou que houve irregularidades no pagamento feito pela Prefeitura à Construtora OAS , na fase final da construção do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, mais conhecido como Hospital de Acari.

Atualmente na Câmara Municipal como vereador do Rio de Janeiro, Maia respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai recorrer.

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"Uma decisão em primeira instância cujo recurso trará as justificativas", afirmou o ex-prefeito. Em entrevista recente ao jornal  O Globo , Maia disse que não vai se candidatar a nenhum cargo nas eleições deste ano. O deputado federal Rodrigo Maia ( DEM ), seu filho, queria que ele se candidatasse ao governo do Rio – o deputado tem pretensão de se candidatar à presidência da República e, caso seu pai saísse candidato, ele ganharia um palanque a mais no estado.

Além do ex-prefeito, foram condenados em primeira instância dois ex-diretores da RioUrbe, um ex-secretário municipal de Saúde e um ex-subsecretário de Administração de Finanças. A Justiça suspendeu os direitos políticos deles por cinco anos e também determinou que participem do ressarcimento de valores pagos à OAS pelo município do Rio. A juíza responsável pelo caso também destacou, na sentença, que a construtora contribuiu ao aceitar participar das irregularidades. 

Na denúncia, o Ministério Público acusou que houve demora proposital na execução do contrato, que foi prorrogado por diversas vezes, com acréscimo de valor e de prazo. Segundo o MP, o atraso teria o objetivo de aguardar o resultado de ações judiciais sobre os modelos de gestão do hospital.

* Com informações da Agência Brasil

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