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Ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo do estado, João Doria (PSDB) disse que seu partido pode defender reforma trabalhista, privatizações e teto de gastos propostos por Michel Temer; MDB já se articula para formar possível aliança com tucanos em eleições

Geraldo Alckmin e Michel Temer podem se unir nas eleições de 2018
Beto Barata/PR - 15.12.18
Geraldo Alckmin e Michel Temer podem se unir nas eleições de 2018

João Doria, ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo do estado pelo PSDB , afirmou que seu partido pode defender o que chamou de “legado” de Michel Temer ( MDB ) na gestão econômica. Em troca, os tucanos receberiam o apoio do MDB nas eleições.

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“Não vejo nenhum problema, numa eventual coligação com o MDB, em defender a política econômica implantada pelo ex-ministro Henrique Meirelles [Fazenda]. Ela é boa, positiva, ajudou o Brasil, estancou a inflação, melhorou os índices do país, apresentou crescimento econômico, foi responsável fiscalmente. Nenhum problema de fazer a defesa de uma política econômica feita no governo Temer, no governo do MDB ”, disse Doria ao jornal Folha de S.Paulo .

Nas últimas semanas, Temer e Geraldo Alckmin , pré-candidato tucano à presidência da República, chegaram a manter conversas visando uma possível alianças para as eleições.

Temer, inclusive, já admite publicamente que pode desistir de se candidatar à presidência da República nas eleições deste ano. Ao SBT , o emedebista afirmou que cogita abandonar sua candidatura e apoiar o ex-governador de São Paulo  Geraldo Alckmin ou algum outro nome da centro-direita.

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“Eu não teria dificuldade, não. Se houver conjugação política nestes termos que estou dizendo. Se houver algo que seja útil para o país, e daí história da união de todos os candidatos de centro, por que não apoiar?”, disse Temer, quando questionado se poderia desistir da disputa para apoiar o tucano Alckmin.

Entre os tucanos, há quem ache que o apoio de Temer ao ex-governador de São Paulo não é um bom negócio. Isso porque eles avaliam que um candidato apoiado pelo emedebista pode sofrer a mesma rejeição da população que sofre o próprio presidente – 70% dos brasileiros rejeita a gestão do emedebista.

Por outro lado, vertentes do partido entendem que o apoio financeiro, o tempo de TV e a estrutura partidária do MDB , que conta com centenas de prefeitos em todos os estados brasileiros, pode ser definitiva na briga pelo 2º turno das eleições.

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