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Beto Barata/PR - 15.12.18
Geraldo Alckmin foi um dos principais sustentadores do governo de Michel Temer, de quem busca se distanciar em eleições

Geraldo Alckmin deixou o governo de São Paulo no dia 6 de abril para se dedicar à sua campanha presidencial nas eleições de outubro deste ano, e perdeu, assim, o direito ao foro privilegiado por prerrogativa de cargo. Por isso, o Ministério Público Federal pediu que o vice-procurador da República Luciano Mariz Maia envie “o mais rápido possível” o processo contra o ex-governador tucano para a 1ª instância da Justiça.

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Antes de renunciar ao governo paulista, a investigação contra Alckmin corria em segredo de justiça no Superior Tribunal de Justiça. Enquanto governava o estado, o tucano foi apontado por delatores da Odebrecht por ter, supostamente, recebido R$10 milhões em caixa 2 para suas campanhas eleitorais em 2010 e 2014.

De acordo com executivos da empreiteira, o dinheiro teria sido entregue, em frações, ao cunhado de Alckmin, Adhemar Cesar Ribeiro, que também responde ao inquérito. A investigação faz parte de um desdobramento da operação Lava Jato em São Paulo.

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Após um longo processo interno em seu partido, ficou decido que Alckmin será o representante tucano na disputa pela Presidência da República. Com a redistribuição do processo contra o ex-governador para a primeira instância, contudo, o presidenciável poderá ter de enfrentar novos constrangimentos antes do pleito de outubro.

Deputado quer Moro no processo

Nesta terça-feira (10), o deputado federal Major Olímpio (PSL-SP), desafeto do ex-governador, pediu à Procuradoria-Geral da República que remeta o processo contra Geraldo Alckmin ao juiz Sergio Moro, em Curitiba.

Em sua página nas redes sociais, o deputado não justificou porque a investigação deveria ser remetida ao juiz, comentando apenas: “Moro nele! A casa está caindo para o Santo!”, ironizou.

Há precedentes, contudo, de fatos ocorridos em outros estados que foram julgados por Moro, como o do próprio apartamento no Guarujá que, para os promotores, pertence ao ex-presidente Lula.

Geraldo Alckmin ainda não se manifestou sobre a iminente mudança de seu processo para a primeira instância.

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