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Homem estava em área restrita aos policiais quando pediu para tirar uma foto com D´Ávila, aproveitando o momento para ofendê-la; deputada cobra identificação do sujeito e se diz preocupada com a segurança de Lula

Antes de ofender Manuela D´Ávila, homem se aproximou e pediu uma fotografia com a presidenciável
Reprodução/Facebook
Antes de ofender Manuela D´Ávila, homem se aproximou e pediu uma fotografia com a presidenciável

Pré-candidata à presidência da República, a deputada estadual Manuela D´Ávila (PCdoB-RS) foi agredida verbalmente por um simpatizante do também presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) após participar de um ato nas redondezas do prédio da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Lula (PT) está preso.

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De acordo com a deputada e outras testemunhas do acontecido, o homem, ainda não identificado, vinha de uma área restrita aos policiais – isso porque, no entorno do prédio da PF, formou-se um cordão de isolamento para impedir a entrada de jornalistas, políticos, apoiadores ou pessoas contrárias ao ex-presidente.

O sujeito se aproximou da deputada e pediu para tirar uma foto. Com o celular apontado para D´Ávila, o homem gritou “chupa, aqui é Bolsonaro 2018!”, e formou-se a confusão. Ele, então, teria ofendido a pré-candidata à Presidência, e com a chegada de outros manifestantes ao local a polícia resolveu escolta-lo de volta para a área reservada à PF.

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O deputado federal Paulo Pimenta (PT) e o senador Lindbergh Farias (PT), junto de Manuela, cobraram que a polícia identifique o homem. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, a deputada explicou que se preocupa com a segurança do ex-presidente Lula, e que, se a polícia não revelar o nome do sujeito, poderá ficar subentendido que ele pertence à corporação.

“Eu quero saber quem ele é. Como é que ele sai lá de cima, vem aqui pra baixo, e volta escoltado para a área que deve garantir a segurança do ex-presidente? O interesse em esclarecer isso é da própria polícia. Estamos preocupados com a integridade do ex-presidente Lula ”, disse.

No entorno do prédio da PF, cerca de mil pessoas seguem acampadas e cobram a soltura do líder petista. A Polícia Federal em Curitiba ainda não esclareceu o caso envolvendo o ofensor de Manuela D´Ávila .

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