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Fellipe Sampaio/SCO/STF
Joaquim Barbosa foi ex-ministro do STF entre 2003 e 2014 e também presidente da corte a partir de 2012

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) não assegurou a candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência para ele se filiasse à legenda. A informação foi divulgada pelo próprio ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em comunicado publicado no Facebook na última sexta-feira (6).

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Segundo Joaquim Barbosa , a posição do partido era interessante, visto que ele ainda não havia decidido se deveria ingressar na corrida presidencial. "A muitos pode parecer paradoxal, mas das conversas com o PSB construiu-se um entendimento que, no fundo, me traz um certo conforto e propicia mais tempo para reflexão na tomada de uma decisão final", afirmou. 

A decisão de filiar-se ou não ao PSB foi tratada por Barbosa como "um dilema pessoal". No comunicado, publicado antes do anúncio da filiação, o ex-ministro do STF disse que lhe restavam duas opções. "Não me filiar e ficar fora do processo; ou filiar-me sem o compromisso de ser candidato, consciente de que o partido pode escolher outro caminho que não a candidatura própria", publicou na rede social.

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A escolha de Barbosa pela filiação foi celebrada pelo presidente do PSB, Carlos Siqueira. "Joaquim Barbosa é um homem público honrado, de trajetória admirável, que vem reforçar e qualificar os quadros do partido. É uma satisfação contar com o ministro no PSB neste momento tão desafiador do nosso País", disse. “Ele deixou sua marca pessoal de firmeza e independência, e, ao colocar em discussão na corte pautas progressistas contribuiu para um significativo avanço civilizatório da sociedade brasileira”, completou Siqueira.

Decisão esperada

Barbosa e dirigentes do partido mantinham tratativas para filiação há meses. A demora na decisão aconteceu pela resistência que existia tanto por parte do ex-ministro quanto de quadros internos do PSB que não queriam apostar em uma candidatura própria.

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Ministro entre 2003 e 2014, quando se aposentou, Joaquim Barbosa assumiu também a Presidência do STF a partir de 2012. Sua notoriedade foi conquistada devido a atuação nos julgamentos do mensalão e do mensalão tucano.

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