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Reprodução/Facebook
Cartazes denunciam execução de vereadora do PSOL

Nem mesmo a comoção gerada pelo assassinato de Marielle Franco , vereadora pelo PSOL, líder comunitária no Rio de Janeiro e defensora dos direitos humanos, foi o suficiente para conter os comentários de ódio de internautas de extrema-direita.

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Desde a tarde de quinta-feira (15), quando o corpo da vereadora e do motorista Anderos Gomes eram velados na Câmara Municipal do Rio, milhares de comentários inundavam a página do PSOL na internet com críticas ao partido e a atuação da vereadora assassinada.

“Agora vocês não querem defender bandidos, né? Agora provem do próprio veneno! Pena só tenho do motorista que morreu em ter culpa nenhuma”, comentou o internauta Bruno Cesar, em uma publicação do partido que lamentava a morte de Marielle e Anderson .

Outro comentarista, Pedro Amorim ironizou a defesa que o partido faz dos direitos humanos e as críticas da vereadora à violência policial nas favelas cariocas. “Acho que os assassinos merecem uma segunda e até terceira chance! São vítimas da sociedade!”, debochou, em uma notícia que o partido postou sobre o velório da vereadora.

Edson Alves Vianna foi na mesma linha: “Coitado do assassino... mais tolerância, gente!”, escreveu o internauta.

Os comentários na página do partido da vereadora foram tantos que ultrapassaram as mensagens de apoio à família e aos eleitores da vereadora.

Políticos e movimentos fomentam discurso de ódio

Os internautas que debocharam da morte de Marielle e atacaram o PSOL não estarão sem candidato nas eleições de 2018. Políticos e partidos de extrema-direita tem na crítica dos direitos humanos e na defesa da ação policial nas favelas alguns de seus principais motes.

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Em entrevista publicada no jornal O Estado de S.Paulo na quarta-feira (14), um dia antes do assassinato da vereadora, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) expressou sua opinião sobre aqueles que defendem os direitos humanos.

“Esse pessoal que defende direitos humanos, em grande parte, vive de dinheiro de ONGs”, disse.

Em fevereiro, em uma outra entrevista publicada no jornal O Globo , Bolsonaro já havia dito que, se vencer as eleições de outubro, apresentaria uma “solução” para a questão do tráfico de drogas no Rio: metralhar a favela da Rocinha.

O MBL (Movimento Brasil Livre) também criticou, na internet, o PSOL e os movimentos de defesa aos direitos humanos. Para o movimento, “a esquerda só passou a se preocupar com a violência depois da morte de sua vereadora”.

“O PSOL é co-responsável por essas mortes, pois é o partido que mais avidamente defender a impunidade”, escreveu o MBL em sua página no Facebook.

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