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Polícia chegou a essa conclusão após perícia feita nesta quinta-feira; próxima etapa da investigação sobre assassinato da vereadora será de rastreamento

Marielle Franco assassinada a tiros no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira; ela era a quinta vereadora mais votada no Rio
Reprodução/Facebook
Marielle Franco assassinada a tiros no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira; ela era a quinta vereadora mais votada no Rio

A munição que foi utilizada pelos criminosos no assassinato na vereadora Marielle Franco (Psol), na noite da última quarta-feira (14), no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, veio de lotes vendidos para a Polícia Federal de Brasília no ano de 2006. 

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Isso é o que concluiu a perícia da Divisão de Homicídios, uma das responsáveis pela investigação do crime que culminou na morte de  Marielle Franco  e do seu motorista, Anderson Gomes. Segundo o jornal RJTV , da TV Globo , com isso em mãos, as polícias Civil e Federal vão iniciar um trabalho conjunto de rastreamento. 

O lote de munição UZZ-18, usado na pistola calibre 9mm, a arma do crime, é original. Ou seja, tal munição não foi recarregada. De acordo com a polícia, esse lote é um dos que foram vendidos à PF de Brasília pela empresa CBC no dia 29 de dezembro de 2006, com notas fiscais número 220-821 e 220-822.

Morte da vereadora

Marielle deixava um evento na Lapa, quando dois homens em um carro, do modelo Cobalt e da cor prata, emparelharam o veículo onde estava a vereadora e dispararam. O crime aconteceu na Rua Joaquim Palhares, próximo ao metrô, no bairro do Estácio.

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A polícia entende que não se trata de um assalto, pois os criminosos fugiram sem roubar nada. A perícia constatou ainda que, ao invés de nove tiros, como inicialmente foi informado, os bandidos dispararam 13 balas em direção ao carro. Nove atingiram a lataria do automóvel e quatro os vidros.

No momento do crime, a vereadora estava no banco de trás do carro, no lado do carona. Como o veículo tem filme escuro nos vidros, a polícia trabalha com a hipótese de os criminosos terem acompanhado o grupo por algum tempo, tendo conhecimento da posição exata das pessoas que ocupavam o carro.

Além de Marielle, estavam no veículo uma assessora da vereadora, que não foi atingida pelas balas, e o motorista Anderson Gomes. Ele foi atingido por pelo menos três tiros na lateral das costas e também morreu.

Marielle Franco fazia parte da Comissão da Câmara que fiscalizava a intervenção federal no Rio de Janeiro. Referência para o movimento negro e feminista, ela deixou uma filha de 19 anos. O corpo da vereadora foi velado e sepultado na tarde dessa quinta-feira (15).

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