Propriedade do Coronel Lima, Fazenda Esmeralda, em Duartina (SP), foi invadida pela terceira vez
divulgação/MST
Propriedade do Coronel Lima, Fazenda Esmeralda, em Duartina (SP), foi invadida pela terceira vez

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)  voltaram a invadir a Fazenda Esmeralda, localizada no município de Duartina (SP) e que pertence ao coronel Lima, amigo pessoal do presidente Michel Temer, na manhã desta quarta-feira (7). De acordo com o grupo, a nova invasão foi promovida por cerca de 350 militantes que reivindicam a destinação da fazenda para políticas de reforma agrária. A fazenda tem área de 1.500 mil hectares, o equivalente a aproximadamente 1.500 campos de futebol.

Em nota, o MST cita que João Batista Lima Filho, o coronel Lima , teve o sigilo bancário afastado por  determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso no âmbito das investigações do inquérito sobre o Decreto dos Portos – bem como o presidente Temer.

O movimento social alega que há suspeitas de que a fazenda localizada no interior paulista seja, na verdade, propriedade do próprio Temer. "Esta e todas as áreas adquiridas por corrupção devem ser destinadas para a reforma agrária. Estaremos em luta permanente até que isso se concretize”, afirmou ao site do MST a dirigente do grupo Joana Costa.

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Terceira invasão do MST

Esta já é a terceira vez que os sem-terra invadem a Fazenda Esmeralda. A  primeira delas ocorreu em maio de 2016 e a última se deu em julho do ano passado. Militantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) também já promoveram invasão na propriedade do amigo de Temer.

No primeiro desses episódios, a Polícia Civil de Duartina apurou que os militantes furtaram motosserras, ferramentas e câmeras de vigilância, além de terem danificado um trator, outros veículos da fazenda, cercas e benfeitorias. Também foram encontradas carcaças de bois supostamente abatidos pelos invasores para consumo da carne.

Além das suspeitas decorrentes da investigação sobre o Decreto dos Portos, o coronel Lima também já foi investigado pela Polícia Federal por supostamente ter recebido R$ 1 milhão da JBS – dinheiro esse que seria destinado ao presidente Michel Temer.

Leia também: Defesa de Temer diz a Barroso que dados sigilosos estavam no próprio site do STF

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