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Lula Marques/ Agência PT - 14.10.15
Aldemir Bendine está detido na carceragem da Polícia Federal de Curitiba, no Paraná, desde o dia 31 do mês passado

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou um pedido ao juiz federal Sérgio Moro nesta terça-feira (8) para que ele suspenda a transferência do ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, região metropolitana de Campinas.

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Aldemir Bendine está detido na carceragem da Polícia Federal de Curitiba, no Paraná, desde o dia 31 do mês passado, quando Sérgio Moro decretou que ficasse preso preventivamente por tempo indeterminado. A defesa do ex-presidente da estatal e do BB já havia pedido que o juiz federal reconsiderasse a decisão, argumentando que a filha do empresário sofre de desordens psiquiátricas, que teriam se agravado ao visitar o pai em um presídio.

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa, que faz parte da força-tarefa da Operação Lava Jato, assinou o pedido de não transferência hoje. No documento, ele afirma que a permanência de Bendine no cárcere paranaense pode ajudar na avaliação das condições de visitação na CMP.

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"Considerando o relato do acautelado Aldemir Bendine, o MPF requer, por ora, a suspensão da decisão que determinou a transferência para o CMP, com intuito de melhor avaliar as condições de visitação daquela unidade, bem como a real situação de sua família", diz a petição.

Histórico

O empresário teve prisão decretada pelo juiz federal na última semana de julho deste ano, quando da deflagração da 42ª fase da Lava Jato , chamada “Operação Cobra”. O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil é acusado de ter recebido pelo menos R$ 3 milhões de propina em espécie da empreiteira Odebrecht para que não a prejudicasse em futuras contratações.

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Segundo as investigações realizadas no âmbito da Lava Jato, Bendine solicitou propinas de R$ 17 milhões à empreiteira quando ainda estava à frente do Banco do Brasil , recebendo pelo menos R$ 3 milhões. A investigação contra ele teve como base as delações premiadas de Marcelo Odebrecht, ex-presidente-executivo do grupo Odebrecht, e de Fernando Reis, executivo da companhia.

Na decisão, Moro entendeu que Aldemir Bendine deve continuar preso porque apresenta "múltiplos riscos à ordem pública, à instrução e à aplicação da lei penal".

 *Com informações da Agência Brasil

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