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Ney Santos (PRB), que é presidente da Câmara Municipal, é suspeito de ter ligação com facção criminosa; político já havia sido preso em 2010

Prefeito eleito de Embu, Ney Santos é suspeito de envolvimento com facção que atua dentro e fora dos presídios
Divulgação/Facebook
Prefeito eleito de Embu, Ney Santos é suspeito de envolvimento com facção que atua dentro e fora dos presídios

A Justiça ordenou nesta sexta-feira (9) a prisão preventiva do prefeito eleito de Embu das Artes (SP), Ney Santos (PRB) e de outras 13 pessoas.  A operação, batizada de Xibalba, tem o objetivo de desarticular uma facção criminosa que usa postos de combustíveis para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

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Além das prisões preventivas, os cerca de 200 policiais militares envolvidos na operação saíram às ruas em cinco cidades da Grande São Paulo, incluindo a capital, em auxílio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público Estadual, para cumprir 49 mandados de busca e apreensão. O processo tramita na 1ª Vara Judicial de Embu das Artes.

Segundo as investigações, que contam com o trabalho de 32 promotores, os crimes são praticados, principalmente, nas vizinhas, como Osasco, Taboão da Serra, Carapicuíba, Cajamar e São Paulo . Santos é suspeito de ter elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios brasileiros.

Os detalhes da operação ainda não foram divulgados pelo Ministério Público Estadual, nem pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Outros casos

Na última sexta-feira (2), a prefeita de Ribeirão Preto (SP), Dárcy Vera (PSD) foi presa  pela Polícia Federal durante a Operação Mamãe Noel. Ela é suspeita de ter envolvimento com um grupo que fraudava licitações e contratos públicos e que teria feito desvios na ordem de R$ 203 milhões. Depois da detenção, o município vive impasse jurídico, já que o vice-prefeito, Marinho Sampaio (PMDB), renunciou ao cargo na terça-feira (6) justamente para não assumir a prefeitura.

Também na terça-feira, a Justiça determinou a prisão preventiva do prefeito eleito de Osasco, o vereador Rogério Lins (PTN) e de outros 13 parlamentares da cidade. O grupo é acusado de ter desviado cerca de R$ 21 milhões dos cofres públicos por meio da contratação de funcionários fantasmas na Câmara Municipal.

No fim de novembro, o prefeito licenciado de Indaiatuba (SP), Reinaldo Nogueira (PMDB), foi preso pela segunda vez no ano, mas foi solto na última sexta-feira depois de a Justiça ter aceitado um habeas corpus em seu favor.

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Assim como Rogério Lins, o prefeito eleito de Embu também exerce mandato de vereador na cidade. Ney Santos já havia sido preso em 2010, quando concorria a uma vaga de deputado federal.


* Com informações da Agência Brasil

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