Um preso de 62 anos fugiu nesta sexta-feira (3) do Complexo Penitenciário da Papuda , no Distrito Federal , após serrar as grades da cela. Argemiro Antônio da Silva estava em uma ala destinada a idosos. Desde a fuga, as polícias Penal, Militar e Civil estão à procura do condenado, principalmente na região perto do complexo.
Entre os mais de 120 processos judiciais contra Argemiro, destacam-se o crime de latrocínio (roubo com morte), roubo, extorsão, extorsão mediante sequestro, porte de arma de fogo e associação criminosa. O homem é classificado no sistema carcerário como nível 4 de periculosidade, considerado alto.
Busca pelo fugitivo
Barreiras policiais foram montadas em pontos estratégicos do Distrito Federal, e helicópteros sobrevoam áreas rurais e urbanas na tentativa de localizar o foragido.
A Secretaria de Administração Penitenciária do DF abriu investigação para apurar como o preso conseguiu os instrumentos utilizados na fuga e se houve facilitação interna ou externa.
As autoridades solicitaram que qualquer informação que leve ao paradeiro de Argemiro pode ser repassada de forma anônima pelos telefones 190 ou 180. O fugitivo tem 1,75m de altura e aparência com pele clara, cabelos grisalhos curtos e olhos castanhos.
Em nota, a secretaria informou que o preso estava lotado em bloco destinado aos idosos no Centro de Internamento e Reeducação (CIR). “A fuga de Argemiro Antonio da Silva, de 62 anos, foi constatada esta manhã [dia 3], às 7h, durante conferência realizada rotineiramente por policiais penais que trabalham em regime de plantão na unidade penal. Prontamente, a equipe efetuou buscas no perímetro e realizou ocorrência policial, solicitando a perícia da Polícia Civil (PCDF) no local”, destaca o texto.
Pedido de revisão criminal
Há alguns anos, o fugitivo havia solicitado a revisão de sua sentença junto ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Na época em que o pedido foi julgado, em dezembro de 2022, ele havia cumprido 21 anos, 7 meses e 1 dia. Na sentença total, ele foi condenado a 135 anos, 1 mês e 29 dias de condenação.
O desembargador do TJ-DFT, porém, entendeu não haver fundamento jurídico para atender o pedido e negou a revisão.