Polícias Militar, Civil e Guarda Metropolitana têm realizado operações sucessivas na Cracolândia
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Polícias Militar, Civil e Guarda Metropolitana têm realizado operações sucessivas na Cracolândia

Um homem morreu e outro ficou ferido numa briga com faca na tarde desta segunda-feira (6), na Alameda Barão de Limeira com a Avenida Duque de Caxias, no Centro de São Paulo. O local fica próximo à região onde usuários de drogas se instalaram depois das operações policiais que dispersaram a Cracolândia da Praça Princesa Isabel.

Segundo o Centro de Operações da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Copom), a ocorrência foi registrada às 14h26. A identidade e idade dos envolvidos não foram divulgados.

O delegado Severino Vasconcelos, do 77 DP, informou que houve uma briga entre dois usuários de drogas, um deles cadeirante. Ao longo da discussão, o cadeirante esfaqueou o desafeto, que conseguiu tomar a faca de sua mão e revidar. O cadeirante morreu e o outro rapaz ficou bastante ferido. Ele foi socorrido e está internado no Hospital Santa Casa de São Paulo. Seu estado de saúde é desconhecido. Vasconcelos confirmou que um suspeito de estar envolvido no caso foi preso e a faca foi apreendida.

O local do crime fica a poucas quadras da Rua Helvétia, um dos lugares onde parte dos usuários se fixou depois das ações de dispersão.

Dispersão

Sob a justificativa de combater o tráfico de drogas, as polícias Militar, Civil e Guarda Metropolitana têm realizado operações sucessivas na Cracolândia. Usuários e entidades de direitos humanos denunciam uso excessivo da força. A polícia nega os abusos.

Perto de completar um ano — sua primeira fase foi em 18 de junho de 2021 — a operação Caronte, batizada com o nome do barqueiro do inferno na mitologia grega, expôs uma divisão sobre o uso da polícia no combate à dependência química.

A prefeitura de São Paulo afirma que, à medida que os usuários se espalham, os serviços de assistência têm mais facilidade de trabalhar e a procura por tratamento cresce. O Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil e a Defensoria Pública argumentam que a estratégia quebra vínculos entre dependentes e profissionais da linha de frente.

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