Beatriz Angélica foi brutalmente assassinada na escola em que estudava, em Petrolina
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Beatriz Angélica foi brutalmente assassinada na escola em que estudava, em Petrolina

O caso do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota finalmente teve um desfecho após seis anos, um mês e um dia do crime. A menina tinha apenas 7 anos quando foi morta com 42 facadas na escola em que estudava, em Petrolina, Sertão de Pernambuco. O suspeito foi identificado pela Polícia Científica do estado e confessou o assassinato.

Marcelo da Silva, que está preso em Salgueiro, também no Sertão pernambucano, confessou o crime, mas no laudo final do crime não cita as motivações do assassinato.

O criminoso está preso por outros crimes que cometeu, mas eles também não são citados no laudo. O que levou a polícia até o criminoso foi a faca encontrada no corpo de Beatriz, que continha material genético do assassino. 

O DNA coletado pelos peritos no cabo da arma foi comparado com o material genético de 125 pessoas consideradas suspeitas. A partir de dados do Banco de Perfis Genéticos, a polícia chegou até Marcelo.

Para a família da menina, porém, ainda há muito a ser esclarecido. Lucinha Mota, mãe de Beatriz, disse em uma live nas redes sociais que apenas o DNA não é suficiente para determinar o autor do crime. Ela disse ainda que é necessário elucidar a motivação do assassinato.

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Entenda o caso:

Em 10 de dezembro de 2015, Beatriz participava da solenidade de formatura da irmã no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, uma instituição bastante conhecida na região.

Ao sair de perto dos pais para beber água, a menina desapareceu e, quando foi encontrada, estava morta num depósito de materiais esportivos do colégio. O corpo tinha uma faca do tipo peixeira cravada no abdômen, além de ferimentos no tórax e membros superiores e inferiores. O pai de Beatriz era professor de inglês no colégio em que ela foi assassinada.

Depois de passar por oito delegados deferentes, a investigação ficou com uma Força-Tarefa formada por quatro profissionais que passaram a comandar as apurações.

Em 2021, os pais de Beatriz Angélica caminharam por cerca de 700 km de Petrolina até Recife pedindo justiça. A mãe de Beatriz afirmou, durante a caminhada, que “a polícia tinha sabotado o inquérito”. Segundo Lúcia Mota, “os assassinos estavam sendo protegidos pela polícia”.

Desde o assassinato, sete perícias foram realizadas. O inquerito possui 24 volumes, 442 depoimentos e 900 horas de imagens analisadas.

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