Vereador em Duque de Caxias, Joaquim Quinzé foi morto
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Vereador em Duque de Caxias, Joaquim Quinzé foi morto

Em um intervalo de seis meses, dois vereadores de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense , foram assassinados e tiveram suas vagas na Câmara assumidas por suplentes. O ex-policial Joaquim José Quinze Santos Alexandre, o Quinzé, foi morto a tiros na noite do último domingo. No lugar dele, assumiu Elson da Batata (PL).

Em março, o vereador Danilo Francisco da Silva (MDB), conhecido como Danilo do Mercado, e o filho dele, Gabriel da Silva, de 25 anos, foram executados em plena luz do dia. Quem assumiu a cadeira do parlamentar foi a filha do traficante Fernandinho Beira-Mar, Fernanda Costa.

O vereador Quinzé, de 66 anos, foi morto na estrada São João-Caxias, no limite entre Caxias e São João de Meriti, de acordo com a Polícia Militar. Ainda não há informações sobre a autoria ou o motivo do crime.

De acordo com o relato de testemunhas, o parlamentar foi ao local visitar uma pessoa e, ao sair do carro, foi baleado por um homem que estava em um veículo branco.

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Já o vereador Danilo do Mercado e seu filho foram mortos na Praça Jardim Primavera. A necrópsia apontou que o político foi atingido por três disparos de fuzil calibre 7,62. O filho dele também teria levado pelo menos três tiros, todos na cabeça. Segundo testemunhas, a dupla foi morta por homens usando balaclavas, em plena luz do dia.

Danilo do Mercado era investigado em inquéritos que apuravam mortes, formação de milícia e grupo de extermínio, grilagem de terras, extorsão e ameaça. A Polícia Civil suspeitava que ele havia sido o mandante dos assassinatos de duas pessoas: Isaaque Almeida de Lima e Alex Silva de Bem, mortos em julho de 2020.


Segundo as investigações, o grupo dominado por ele teria tentado comprar um terreno de propriedade de uma das vítimas. Depois que a vítima se recusou a vender o terreno para o vereador, passou a ser ameaçada de morte por Danilo. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga as mortes dos dois políticos.

Desde 2018, já foram assassinados 25 políticos assassinados no estado do Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, boa parte dos crimes tem relação com disputas que envolvem milícias.

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