Dinheiro aprendido durante operação que investiga lavagem de dinheiro do PCC
Divulgação/Polícia Federal
Dinheiro aprendido durante operação que investiga lavagem de dinheiro do PCC

A Polícia Federal (PF) de  São Paulo deu início na manhã desta segunda-feira, 03, à segunda fase da Operação Tempestade, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com a PF, os investigados movimentaram R$ 700 milhões em contas bancárias, com base em dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Desde o início da manhã, a operação tentava cumprir cinco mandados de prisão – quatro preventivas e uma temporária – além de 22 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo (capital, Tietê, Guarujá), Rio de Janeiro e Brasília. As buscas estão sendo feitas em residências, empresas e dois escritórios de advocacia.

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 220 milhões e a interdição da atividade de um contador.

Essa ação é a segunda fase da operação Rei do Crime, que apontou que cerca de 50 postos de uma rede de combustíveis foram usados para legalizar o dinheiro vindo do tráfico de drogas e beneficiar o PCC.

As investigações começaram após a delação premiada de Felipe Ramos Moraes, o piloto de helicóptero que transportou os criminosos Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, para uma emboscada que terminou com a morte deles, em Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza, em 2018. Os dois eram integrantes da facção.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação possibilitou a identificação, a localização e o bloqueio do valor aproximado de R$ 30 milhões de reais. Também foram identificados imóveis e veículos. Seis empresas foram interditadas por envolvimento no esquema criminoso.

A PF também descobriu um esquema de abertura de empresas fictícias, que eram utilizadas como “cortina de fumaça” para depósitos em uma instituição financeira de “fachada”. O papel da instituição financeira era providenciar os saques e facilitar entrega, em espécie, a terceiros com indícios de envolvimento em atividades ilícitas.

A investigação tramita na 6ª. Vara Criminal Federal de São Paulo.

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