Youtuber é conhecido como Rodrigão
Reprodução/redes sociais
Youtuber é conhecido como Rodrigão

Um famoso youtuber de Brasília foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na última quinta-feira (23), suspeito de orquestrar o sequestro de um amigo. O youtuber conhecido como Rodrigão tem milhares de seguidores em seu canal e é especializado em automobilismo.

A operação foi intitulada Muy Amigo , em referência a um quadro de humor de Jô Soares na década de 80.

Segundo a investigação da Delegacia de Repressão a Sequestro (DRS) da PCDF, o youtuber Rodrigão comandou o sequestro que deixou o amigo e a mãe deste, ambos empresários e residentes no Lago Sul de Brasília, em cativeiro durante um dia inteiro.

Eles foram liberados após o youtuber constatar que o patrimônio da família estava em imóveis e não seria possível realizar uma transferência de altos valores em um curto espaço de tempo.

Barraco que funcionou como o cativeiro durante o sequestro.
Divulgação/Polícia Civil do Distrito Federal
Barraco que funcionou como o cativeiro durante o sequestro.

Além do youtuber, dois dos sequestradores foram presos. Eles incriminaram Rodrigão, que nega as acusações. O quarto elemento foi identificado e será preso em breve, informou a PCDF.

Entenda o caso

Rodrigão começou a planejar o sequestro após levantar informações a respeito do patrimônio de seu amigo e de sua mãe, contando com a ajuda de um amigo hacker e de duas pessoas contratadas a preço fixo para vigiar o cativeiro, de forma que ele não precisasse revelar sua identidade.

O plano consistia em sequestrar a mãe, o filho, ou ambos, forçando um deles a efetuar o pagamento do resgate para libertação do outro. O sequestro aconteceu depois que o lote de um terreno da família foi anunciado para venda no Lago Sul.

Um dos envolvidos no plano se passou por um corretor de imóveis e agendou um encontro, onde mãe e filho foram rendidos e levados ao cativeiro - um barraco localizado em um lote irregular na área rural de São Sebastião.

As vítimas foram então separadas e interrogadas durante todo o dia a respeito da capacidade financeira da família, visto que uma delas seria libertada para providenciar o pagamento do resgate da outra. Quando foi constatado que o patrimônio da família estava todo em imóveis, as vítimas foram liberadas.

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