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Mais de 30 sites falsos foram identificados pela Polícia Civil; grupo agia em São Paulo e no Rio de Janeiro e conseguiu lesar pelo menos 100 pessoas

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Reproduçao TV Globo
Sites de leilões falsos

A Polícia prendeu na tarde desta segunda-feira (6) o chefe de uma quadirilha que criava sites de vendas de veículo em leilão falso para atrair compradores de veículo. De acordo com a Polícia Civil, os criminosos lesaram pelo menos 100 pessoas. Imagens do RJ TV 2 mostram a polícia chegando ao condomínio em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. De acordo com a reportagem, no apartamento onde o criminoso foi encontrado foram apreendidos R$ 6.000,00 reais e cartões de bancos com nomes falsos.

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O delegado da unidade de Repressão aos Crimes de Informática, Paulo Sartori, disse a TV Globo que a quadrilha migrou de São Paulo para o Rio de Janeiro: "a quadrilha é toda baseada em são paulo, e recentemente, um núcleo dessa quadrilha começou a atuar no Rio. Demos um atenção especial ao caso e hoje conseguimos prender o líder dela, embora nós já tenhamos outros 6 identificados, que vão responde pelos crimes juntos na justiça".

Cerca de 100 vítimas do golpe prestaram queixa na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Dez delas foram atraídas pelo núcleo da quadrilha no Rio de Janeiro. Ainda de acordo com a reportagem da TV Globo, só uma das pessoas interessadas em um desses leilões pagou R$ 100.000 por três carros que não existiam.

As vítimas acessaram um dos mais de 30 sites falsos identificados pela polícia. Os estelionatários recriaram endereços do DETRAN, onde informavam que os veículos haviam sidos apreendidos por inadimplência de impostos. Em outros endereços na internet que estão fora do ar, a quadrilha anunciava as ofertas como carros recuperados por seguradoras, ou veículos recuperados por bancos por falta de pagamento.

Os interessados pelos veículos davam lances no site e ganhavam o suposto leilão. Recebiam de volta contratos e documentos falsos dos veículos, e depois de fazerem o pagamento, realizados também pela internet em contas criadas pelos criminosos, descobriam que tinhams sido enganados. A polícia disse que em São Paulo, o grupo já negocia caminhões, máquinas agrícolas, e lanchas.

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"Nunca arremate um carro sem vê- lo. Quando você for pagar por ele observe se a conta é de pessoas física. Se for, suspeite. Um site construído legalmente está atrelado a uma pessoa jurídica", pontuou o delegado da especializada.