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Criminoso é apontado como chefe do tráfico na fronteira do Brasil com Paraguai e suspeito de ter ligações com grupo terrorista libanês Hezbollah

O traficante Elton Leonel Rumich da Silva arrow-options
Divulgação/Polícia Civil
O traficante Elton Leonel Rumich da Silva, conhecido como Galã, será transferido para um presídio de segurança máxima

O juiz titular da Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio de Janeiro, Rafael Estrela, autorizou a transferência do traficante Elton Leonel Rumich da Silva, conhecido como Galã , para um presídio federal de segurança máxima fora do estado. O criminoso é apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e principal nome da facção criminosa na fronteira do Brasil com o Paraguai, além de ser suspeito de ter ligações com o grupo terrorista libanês Hezbollah . Atualmente, ele está na penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio.

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O pedido para que Galã saia do Rio foi feito pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do estado. Uma das alegações da pasta para pedir a transferência do traficante é a existência de informações de um plano de fuga do criminoso pela porta da frente do presídio onde ele está. Ainda de acordo com os dados, está sendo oferecida a quantia de R$ 2 milhões para quem aceitar participar do plano. A VEP autorizou a transferência de Galã de forma cautelar e urgente pelo período de 60 dias. O Ministério Público estadual concordou com a medida. A solicitação de sua permanência definitiva em unidade federal de segurança máxima poderá ser feita posteriormente.

No pedido, a Seap também apontou que, quando Galã foi preso, no início do ano passado, a análise de celulares e uma caderneta encontrados pela polícia em seu apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio, revelaram que ele possui ligação com o Hezbollah. O requerimento da pasta também frisa a participação do traficante na guerra pelo c ontrole das rotas de drogas na fronteira com o Paraguai. Galã é suspeito de ser o mandante da morte de Jorge Rafaat Touimani, conhecido como Rei da Fronteira, em julho de 2016.

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De acordo com informações de inteligência do Ministério Público estadual, Galã, mesmo preso, continua “exercendo influência sobre seus subordinados através de ordens difundidas por advogados e visitantes”. Além disso, é apontado como um criminoso de perfil violento .

Galã foi preso em fevereiro do ano passado por policiais da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme). Na ocasião, ele foi apontado como um dos principais fornecedores de drogas do Paraguai para as maiores quadrilhas do Brasil e também um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que teve origem em São Paulo.

“A permanência do apenado fora dos limites do Estado do Rio de Janeiro é um importante obstáculo ao fluxo de comunicações entre líderes e comandados, no que tange à transmissão de ordens ilícitas, o que viabiliza a continuidade da austera política de segurança pública implementada pelas autoridades fluminenses”, escreveu o juiz Rafael Estrela em sua decisão.

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Após a decisão da VEP, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), responsável pela gestão dos presídios federais, deve apontar uma unidade onde há vaga disponível para o traficante . Depois disso, a Justiça Federal do estado onde está localizado o presídio também precisa autorizar sua transferência. Galã só poderia sair do Rio depois desse procedimento.