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Grupo de pichadores envolvido na morte de Wellington da Silva, espancado na porta de casa em 2016, foi condenado a mais de 30 anos de prisão

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Reprodução/Rede Globo
Imagens divulgadas pela Rede Globo na época do crime mostram pichadores em frente a casa de Wellington da Silva

Na última sexta-feira (19) a Justiça condenou os últimos dois homens envolvidos na morte do dentista Wellington da Silva, morto em 2016 em São Paulo. Aloisio Pires da Silva foi condenado 36 anos, seis meses e 20 dias de reclusão e três meses de detenção, somada ao pagamento multa, e Lucas Rafael de Siqueira Nunes a 30 anos, sete meses e 16 dias de reclusão e três meses de detenção.

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Os dois fazem parte de um grupo de pichadores que, em 2016, espancou e matou Wellington na porta de sua casa. O caso ocorreu depois que o dentista foi atrás do pai, que causou confusão com os pichadores que pintaram sua casa, na Zona Norte da cidade.

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Reprodução/TV Globo
Manuel, pai da vítima, na época de sua morte: ele chegou a ser espancado com o filho

Aloísio e Lucas eram os últimos dos seis envolvidos no caso a terem sua sentença determinada pela justiça. Outros quatro envolvidos já haviam sido julgados e condenados, com penas entre 26 e 43 anos em regime fechado.

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Em sua decisão, a juíza Giovanna Christina Collares destacou o fato de que os crimes “foram praticados com acentuada frieza, pois os acusados agrediram, sem piedade, uma das vítimas até a morte, em circunstâncias reveladoras de brutalidade incomum”.

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Em agosto de 2016, numa sexta-feira, o pai de Wellington, Manuel Silva, havia saído de casa a pé em busca dos homens que estavam pichando a faixada na casa. Ao encontrar os pichadores , Manuel teria entrando em confronto com eles, e Wellington foi protege-lo, quando acabou sendo vítima dos homens.