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Após a morte de 58 detentos, força-tarefa assumiu direção de presídio. Parentes de detentos e ex-presidiários denunciaram maus-tratos na unidade.

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Reprodução/Instituto Terra
Cerca de 60 detentos foram agredidos ou mortos em penitenciária do Pará antes de força-tarefa assumir coordenação.

O coordenador da Força-Tarefa da Intervenção Penitenciária do Pará, Maycon Cesar Rottava, foi afastado pela Justiça Federal no Pará após denúncias sobre maus-tratos a presos no estado.

As família de diversos presos e ex-detentos foram levadas ao Conselho Penitenciário e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), alegando que houve diversas práticas ilegais. 

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Violência física e moral, de modo constante e injustificadas constataram na denúncia feita pelo Ministério Público Federal. Além disso, Rottava foi acusado de supressão de alimentos, de itens de higiene e assistência a saúde.

De acordo com informações apuradas pelo Uol, o coordenador também vetou visitas de familiares e criou obstáculos de comunicação entre os presos e seus advogados.

Força-tarefa

Após a morte de 58 internos, a força-tarefa assumiu o presídio do Pará, no mês de agosto. Os confrontos entre os integrantes das facções criminosas Comando Classe A (CCA) e Comando Vermelho. Além disso, quatro outros detentos morreram por estrangulamento dentro de um caminhão-cela. 

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Desde que Maycon Cesar Rottava tomou posse do presídio, uma série de denúncias foram feitas. Por isso, o Ministério Público Federal expediu uma recomendação ao comandante da força pedindo a mudança no modo de atuação. 


Ao portal Uol, o governo do Pará afirmou que a atuação da força-tarefa vai seguir no estado. O governo contestou as alegações de maus tratos.