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Questionados pela mãe, seguranças de shopping da zona oeste de São Paulo disseram pensar que a criança estaria entrando no local para pedir dinheiro

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Arquivo pessoal
Menino foi barrado na porta do shopping na última quarta-feira

Aline Cristina Lucas Santos denunciou o Shopping Bourbon , localizado na zona oeste de São Paulo, por racismo após seu filho de 11 anos ser barrado por seguranças na porta do local, na última quarta-feira (25). 

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Após o ocorrido, a mãe acionou a Polícia Militar e registrou boletim de ocorrência por racismo .  Aline entrou no shopping por volta das 13h30 com sua filha, de 2 anos, e o filho, Guilherme Lucas Vieira. Logo depois, o garoto saiu do local para procurar um brinquedo que a irmã teria deixado cair do lado de fora.

Ao retornar, foi barrado por dois seguranças , um deles identificado como Bruno. Guilherme ainda teria pedido licença, mas o segurança respondeu apenas "não" e impediu a entrada da criança. 

Percebendo o que havia ocorrido, Aline questionou os agentes, que pediram desculpas e disseram acreditar que Guilherme estaria sozinho e queria entrar para pedir dinheiro , já que  muitas crianças tentam entrar no local para isso. 

O advogado da vítima, Ariel de Castro Alves, afirma que o ocorrido se trata de um caso grave de racismo e discriminação social e econômica. Ele conta ainda que a criança se sentiu constrangida com a situação e disse que foi o pior dia de sua vida. "Estamos, sim, num País racista. E se fosse mesmo um menino em situação de rua e abandonado? Não poderia entrar no shopping?", questiona o advogado. 

Os seguranças envolvidos e os representantes da administração do shopping devem ser ouvidos nos próximos dias. Em nota, o Shopping Bourbon afirmou que os seguranças agiram de acordo com as orientações e negou se tratar de um caso de racismo.

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“A empresa informa que os seguranças agiram em conformidade à orientação de abordar qualquer menor de idade desacompanhado que ingresse no shopping, e reforça que a atitude dos profissionais visa única e exclusivamente à proteção deste público. A empresa ressalta que repudia qualquer forma de racismo ou ato discriminatório”.