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Marcos Vinicius Gomes Dias, o Panelada, controla as regiões de Beira Rio, Novo Rio e Terreirão; quadrilha é violenta e costuma torturar opositores

Chefe de milícia foi preso em mansão na Barra da Tijuca arrow-options
Divulgação / Polícia Civil
Chefe de milícia foi preso em mansão na Barra da Tijuca

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Dravo) prendeu, no início da manhã desta sexta-feira (27), o homem apontado como o chefe da milícia que atua no Recreio dos Bandeirantes. Marcos Vinicius Gomes Dias, conhecido como Panelada , controla as regiões de Beira Rio, Novo Rio e Terreirão, todas no bairro da Zona Oeste do Rio. Ele foi capturado em um imóvel de luxo na Barra da Tijuca.

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De acordo com a Polícia Civil, Panelada é muito próximo da milícia que age em Rio das Pedras , considerada a principal facção criminosa do estado. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto por condenação pelos crimes de roubo qualificado, extorsão com emprego de arma de fogo, formação de quadrilha, porte de arma e tortura.

Investigações da polícia apontam que a milícia liderada por ele cobra, semanalmente, cerca de R$ 15 de moradores e até R$ 30 de mototaxistas da região. Mas a maior arrecadação da quadrilha vem da exploração de TV a cabo clandestina.

Depoimentos de testemunhas revelaram que o bando chega a cobrar até taxas para que moradores façam obras em suas cassa. Quem construísse uma nova laje, por exemplo, deveria pagar R$ 1 mil aos bandidos.

A quadrilha age com violência e costuma torturar opositores e suspeitos de praticar crimes nas áreas onde atua. Em um dos casos, três rapazes que roubaram um telefone celular foram torturados e espancados com uma ripa de madeira. Já uma jovem que não pagou pela compra de um tênis teria apanhado por 20 minutos.

O miliciano assumiu o controle da milícia da região após a morte do presidente da Associação de Moradores da Favela Novo Rio, Anderson Crisóstomo Sanches dos Santos. Na ocasião, ele uniu a milícia de lá com a da Beira Rio, formando uma só.

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O chefe da milícia também é investigado pela morte de Anderson e já foi preso em fevereiro de 2008, quando havia contra ele um mandado de prisão por homicídio, extorsão e formação de quadrilha.