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Policiais acompanharam o balão durante esse domingo até que o artefato acabou caindo em um praia movimentada de Caraguatatuba, litoral norte

Os meses de junho e julho são marcados por muitas festas juninas. Nesta época, o número de balões crescem pelo céu do País. Apesar de ser um costume antigo, a soltura desse tipo de artefato é um crime que a Polícia Militar Ambiental não perdoa.

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Polícia Militar Ambiental apreendeu balão na Praia da Freira
Divulgação
Polícia Militar Ambiental apreendeu balão na Praia da Freira

Nesse domingo (23), os homens da Polícia Militar Ambiental fizeram o acompanhamento de um balão de grandes proporções que acabou caindo no mar da Praia da Freira, em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo.

"O balão tinha uns 15 metros só de armação. Não conseguimos precisar o tamanho de toda a estrutura de quando ele estava aceso, mas devia ter entre 25 e 30 metros. Nós retiramos da água toda a armação de bambu, o botijão de gás e material de ferro", conta o Tenente Pelegrine.

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De acordo com o Policial, se o balão não fosse recolhido ele poderia representar danos para a vida marinha e também para as pessoas que estavam na praia.

"Se a gente não recolhe tudo, o material podia impactar na vida de algas, mariscos. Iria impactar. Além disso, muitas pessoas costumam mergulhar ali. Como é um lugar muito movimentado, poderia acabar ferindo as pessoas", revela o Tenente.

Os Policiais apreenderam tudo que conseguiram. Botijão de gás, estrutura metálica, plástico e armação de bambu. 
"O papel de seda acabou se desfazendo na água. O Delegado de Plantão vai tentar comparar as imagens que fizemos com outras de fábricas de balões que fechamos. A ideia é tentar chegar aos proprietários do artefato que provavelmente veio do alto da serra pelo que podemos observar", finaliza o Tenente Pelegrine.

Material retirado da água pelos Policiais
Divulgação/Polícia Militar Ambiental
Material retirado da água pelos Policiais


Risco dos balões

A fabricação e comercialização clandestina de balões representa multiplos riscos para a sociedade, a começar pela aviação. Balões ilegais são um verdadeiro pesadelo para os pilotos, podendo causar desde colisões até a necessidade de efetuar manobras evasivas abruptas, causando interrupção e atrasos de pousos e decolagens. Um balão de apenas cinco metros pode derrubar um avião.

Balões ilegais também são grandes agressores da população que esta no solo, causando todo tipo de problemas, a começar pela interrupção no fornecimento de energia elétrica. É mais comum do que se imagina, esses artefatos incendários cairem sobre cabos condutores das linhas de transmissão e de distribuição de eletricidade, e até mesmo dentro de subestações, causando curto-circuitos e incendios, e tendo como conseqüência a interrupção de energia em uma grande área da cidade.

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Policia Militar Ambiental é o escudo do meio ambiente
Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
Policia Militar Ambiental é o escudo do meio ambiente

Do ponto de vista ambiental, os balões são um dos seus piores inimigos, com grande potencial ofensivo. Ao cair em matas e florestas o incendio é praticamente garantido, causando destruição não apenas a flora, mas também colocando em risco o habitat e vida de animais.

Além disso, os balões não tripulados também causam danos ao patrimonio publico e privado ao cair sobre edificações e causar incendios. Para piorar essa situação, verdadeiros bandos de criminosos invadem residencias, pulam muros e sobem em telhados para conseguir "troféus" e recuperar partes dos balões. Segundo a Polícia, esses bandos são verdadeiras quadrilhas organizadas que, não raramente, portam armas de fogo colocando em risco a vida do cidadão de bem.

Em 2017, a Polícia Militar Ambiental fechou 26 fábricas de balões, apreendeu 194 balões e recolheu material suficiente para a produção de outros 600.

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