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No Brasil a Polícia não produz heróis, não temos motivos para nos orgulhar das ações dos nossos homens e mulheres que aplicam a lei

Só que não. A verdade é que nossa Polícia Militar gera atos heroicos todos os dias, mas que são sistematicamente ignorados e silenciados por um perverso dever ideológico ou por interesses políticos.

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Quando estamos no conforto do sofá da nossa casa vendo o noticiário da TV, vibramos com as imagens do Policial francês, canadense ou americano que salva a vida dos seus cidadãos, ao matar o criminoso que está usando uma arma para assassinar pessoas inocentes. No entanto, se a próxima notícia for de uma situação semelhante, mas envolvendo a  Polícia Militar  brasileira, aí é diferente.

O padrão é considerar a ação do nosso agente da lei como violência gratuita e desproporcional. Antes mesmo das investigações serem abertas, o Policial é considerado um suspeito que precisa ser afastado do serviço ativo e transferido.

"Conveniente Generalidade da Ideologia" x "Inconveniente Especificidade dos Fatos"

Mas basta um pequeno esforço intelectual para que qualquer pessoa de boa fé evite a comum e perigosa armadilha da conveniente generalidade da ideologia e encontre a inconveniente especificidade dos fatos: A esmagadora maioria da nossa PM é legalista, eficaz e composta por homens e mulheres que merecem respeito e reconhecimento.

Os heróis brasileiros existem, eles tem nome, possuem família, pagam contas no fim mês, e diariamente enfrentam assassinos, traficantes, sequestradores e estupradores, para que a sociedade possa funcionar de forma mais segura. As quatro histórias abaixo são uma fração de situações idênticas que acontecem todos os dias em silêncio, sem alarde e sem divulgação.

1) Cleyton, Ivair, Freitas e Diego

Há pouco mais de um ano Daniel Veloso foi assassinado quando saia de um jogo de futebol com sua namorada. Seu pai, Jones Rogério Veloso, viveu um verdadeiro calvário tentando localizar o criminoso. Até que o Sargento PM da ROTA Cleyton e sua equipe composta pelos Cabos PMs Ivair e Freitas e pelo Soldado PM Diego foram acionados na manhã do dia 6 de setembro. Logo depois do almoço o assassino estava preso.

O que um pai que perde um filho tem a dizer sobre a Policia Militar?

“A ROTA confiou e acreditou em mim. Eles prenderam o algoz do meu filho que ficou solto por um ano. Isso não vai trazer meu filho de volta, mas dá um conforto, uma sensação de justiça para nossa família. Após esse dia nós conseguimos dormir um pouco melhor de noite, usando menos calmantes. Tivemos o amparo da Polícia Militar. A ROTA entrou no nosso coração e na nossa família. Todos os dias oramos pela Polícia”.

Para a família Veloso, os heróis da Polícia brasileira existem e possuem nome: Cleyton, Ivair, Freitas e Diego.

Leia a matéria original desta ocorrência aqui

Adriano e Jones Rogério Veloso (irmão e pai de Daniel) ladeados pelos PMs de ROTA que prenderam o assassino de Daniel.  (esq)  Cabo PM Ivair, Sargento PM Clayton, Cabo PM Freitas e Soldado PM Diego
ROTA / Divulgação
Adriano e Jones Rogério Veloso (irmão e pai de Daniel) ladeados pelos PMs de ROTA que prenderam o assassino de Daniel. (esq) Cabo PM Ivair, Sargento PM Clayton, Cabo PM Freitas e Soldado PM Diego
Sargento PM Cleyton, um dos Policias Militares da equipe de ROTA que se transformaram em heróis da família Veloso, há poucos dias com sua família no parque de diversões Hopi Hari
Sargento PM Cleyton
Sargento PM Cleyton, um dos Policias Militares da equipe de ROTA que se transformaram em heróis da família Veloso, há poucos dias com sua família no parque de diversões Hopi Hari

2) Albuquerque, Damasceno, Robson, Fabrício e Inácio

Alexsandro de 6 anos, lutando como um leão contra um câncer agressivo em estágio avançado, tinha um sonho: ser um Policial de ROTA. No dia 19 de outubro uma viatura das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar estacionou no Hospital do Câncer do GRAAC e pediu para entregar um pacote com roupas para o pequeno paciente.

Alguns minutos mais tarde Alexsandro apareceu no estacionamento do hospital, na sua cadeira de rodas, fardado com uniforme completo da ROTA e um enorme sorriso no rosto. Para sua surpresa, lá ele viu a emblemática viatura do Batalhão Tobias de Aguiar e uma equipe de PMs de ROTA: os Sargentos Albuquerque, Damasceno e Robson e os Soldados Fabrício e Inácio. Alexandro realizou seu sonho, entrou na viatura e foi patrulhar com seus companheiros de farda.

O que uma mãe que vive o momento mais difícil da vida de qualquer família tem a dizer sobre a Polícia Militar?

"Hoje, meu filho disse: 'Mãe, eu sou um policial de verdade' e eu respondi que sim, pela garra e por ele ser um guerreiro igual a todos os Policiais. No momento em que ele recebeu a farda, foi muito lindo. A emoção foi tanta, que não teve como não chorar. Essa esperança, essa vontade de viver, talvez possam ajudá-lo a se recuperar”

No dia 8 de novembro Alexsandro se foi e seu último desejo foi ser enterrado com seu uniforme de Policial de ROTA. Todos PMs que se envolveram com o pequeno Alexsandro estavam presentes no seu sepultamento, que foi conduzido com honras militares.

Para Renata Araújo e Jeferson Xavier, pais de Alexsandro, os heróis da Polícia brasileira existem e possuem nome: Albuquerque, Damasceno, Robson, Fabrício e Inácio.

Leia a matéria original desta ocorrência aqui

De pé (esq p/dir) Soldado PM Fabrício, Sargento PM Damasceno, Sargento PM Albuquerque, Sargento PM Robson e Soldado PM Inácio. Alexsandro ladeado pela sua mãe Renata Araújo e pelo seu pai Jeferson Xavier, e sua Médica
ROTA / Divulgação
De pé (esq p/dir) Soldado PM Fabrício, Sargento PM Damasceno, Sargento PM Albuquerque, Sargento PM Robson e Soldado PM Inácio. Alexsandro ladeado pela sua mãe Renata Araújo e pelo seu pai Jeferson Xavier, e sua Médica

3) Nereu, Otaviano e Cristiano

No dia 5 de novembro Adalberto Francisco dos Santos dirigia apressado para a maternidade, quando as contrações de sua esposa Graziela Aparecida se transformaram em trabalho de parto e bolsa se rompeu. Adalberto olhou para seu lado direito, viu o Quartel da ROTA e não hesitou: entrou com seu carro e pediu socorro. Sem hesitar os Cabos PMs Nereu, Otaviano e Cristiano iniciaram os procedimentos do parto no pátio do Quartel e 15 minutos mais tarde nascia o pequeno Miguel.

O que um pai que ganha um filho tem a dizer sobre a Policia Militar?

“Os Policiais de ROTA foram muito atenciosos com a gente, nos apoiaram do começo ao fim. Escoltaram-nos até o hospital e só nos deixaram depois de termos sido atendidos. Conversei com minha esposa e decidimos colocar ‘Tobias’ como segundo nome do Miguel, em homenagem ao patrono da ROTA, o Brigadeiro Tobias de Aguiar”

Para a família Santos os heróis da Polícia brasileira existem e possuem nome: Nereu, Otaviano e Cristiano

Leia a matéria original desta ocorrência aqui

Cabo PM Nereu que ajudou a fazer o parto do pequeno Miguel Tobias, minutos após seu nascimento
ROTA / Divulgação
Cabo PM Nereu que ajudou a fazer o parto do pequeno Miguel Tobias, minutos após seu nascimento



4) Alexsandro, Silva, Alessandro e Neri

Desesperado com o filho Yago de 35 dias engasgado, Hiago Pires Amaral e sua esposa, Gabriela de Carvalho Abrantes, entraram no carro e dispararam para o hospital. No meio do caminho o bebê parou de respirar. Foi quando os pais viram uma viatura da ROTA e pediram socorro. O 1º Tenente PM Alexsandro, os Cabos PM Silva e Alessandro e o Soldado Neri não hesitaram. Iniciaram a reanimação cardiopulmonar e sucção oral e nasal. Dois dias mais trade os PMs visitaram o saudável Yago em sua casa e lhe deram de presente um uniforme de ROTA.

O que um pai e uma mãe, que tiveram a vida do seu filho salva, tem a dizer sobre a Polícia Militar?

“Nosso bebê passou mal e saímos para o hospital. No meio do caminho ele parou de respirar e estava todo roxinho. Graças a Deus os Policiais Militares apareceram e fizeram nosso filho reviver. Se não fosse eles não teríamos chegado até o hospital”.

Para Hiago e Gabriela os heróis da Polícia brasileira existem e possuem nome: Alexsandro, Silva, Alessandro e Neri

Leia a matéria original desta ocorrência aqui

Cabo PM Silva, Cabo PM Alessandro, 1º Tenente PM Alexsandro (com Yago no colo) e Soldado PM Neri
ROTA / Divulgação
Cabo PM Silva, Cabo PM Alessandro, 1º Tenente PM Alexsandro (com Yago no colo) e Soldado PM Neri
A mãe, Gabriela de Carvalho Abrantes com Yago no colo, e o pai, Hiago Pires Amaral, em casa recebendo a equipe de ROTA, dois depois que os PMs salvaram a vida do bebê
ROTA / Divulgação
A mãe, Gabriela de Carvalho Abrantes com Yago no colo, e o pai, Hiago Pires Amaral, em casa recebendo a equipe de ROTA, dois depois que os PMs salvaram a vida do bebê


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