
Um anel de bronze com gravação da imagem do Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas da Antiguidade, foi encontrado nas ruínas de um palácio submerso na Ilha de Antirhodos, Egito. A descoberta ocorreu durante escavações conduzidas pelo Instituto Europeu de Arqueologia Subaquática (IEASM), que classificou o anel como o primeiro do tipo com a imagem do monumento, em divulgação no dia 07 de outubro.
O anel-sinete chama atenção pela possibilidade de ter sido usado. Anéis-sinetes eram utilizados para imprimir símbolos em materiais macios, como cera e argila, o que funcionaria como uma espécie de carimbo.

Anel contém imagem do monumento semelhante a outras representações em moedas
Conforme o IEASM, a imagem encontrada se assemelha a representações do Farol de Alexandria de moedas do século II d.C., mas a data do artefato ainda precisa de confirmação. O objeto estava nas ruínas de um palácio na ilha de Antirhodos, submersa nas águas do mar Mediterrâneo.
O local integrava a área real do grande porto de Alexandria, chamada Portus Magnus. De acordo com Franck Goddio, arqueólogo fundador do IEASM, a descoberta indica que o palácio pode ter sido utilizado para atividades administrativas.
O Farol de Alexandria
Construído por volta de 280 a.C. na ilha de Faros, próxima de Alexandria, o monumento era uma estrutura destinada para orientação de navegadores que chegavam ao porto egípcio. A construção ocorreu no período ptolomaico, durante governo de um dos generais descendentes de Alexandre, o Grande.
Segundo a IEASM, ultrapassava 100 metros de altura e ficou conhecido como uma das Sete Maravilhas da Antiguidade. Terremotos e erosão ao longo do tempo provocaram danos que o levaram a ruínas, enquanto boa parte desapareceu sob as águas.
Pesquisa arqueológicas na costa de Alexandria procuram estruturas arquitetônicas que também cederam com o tempo. Os vestígios devem contribuir para reconstrução digital da aparência do monumento e do local.