Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Reprodução/ Instagram
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1°), a jornalistas que o aguardavam na saída da Casa Branca, que está acompanhando “muito de perto” a eleição no Brasil. Assista ao vídeo:


Ao contrário da postura adotada em eleições recentes ocorridas na América Latina, ele não disse se está apoiando algum candidato no pleito brasileiro, mas reforçou que considera o país "muito importante".

Leia também:  EUA destinaram US$ 1 mi contra o STF no governo Trump, diz jornal

O Brasil é um país muito importante, um grande país, as pessoas no Brasil são fantásticas, é uma eleição muito importante Donald Trump


O risco de influência e de interferência do governo Trump nas eleições foi  apontada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no fim de agosto, por meio de relatório encaminhado à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça. O documento, encaminhado às autoridades, apontou um “nível de criticidade” em relação à possibilidade de interferência externa e afirmava haver uma “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil”.

De acordo com o órgão, “houve uma intensificação das ações do governo de Donald Trump em relação ao país nos últimos meses”.

O governo dos Estados Unidos nega.

“Não se meta”

Nesta segunda-feira (28), em evento de campanha realizado em Belém, capital paraense, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou um recado a Trump, afirmando destacando que ele não deve "se meter" nas eleições brasileiras.

Lula há havia chamado o republicano "imperador", afirmando que ele governa pela "lei do mais forte".

Na semana passada, congressistas norte-americanos acusaram o governo de Donald Trump de tentar interferir nas eleições brasileiras, em uma carta enviada ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Esta semana, senadores cobraram da gestão Trump, também por meio de uma carta enviada a Rubio, garantias de que Washington aceitará o resultado do pleito.

Segundo os senadores, ações do governo Trump ameaçam a aliança estratégica com o Brasil.


Ainda no documento, os congressistas mencionam, como indícios da interferência, a nomeação de Darren Beattie, político de extrema direita e forte crítico do governo Lula, como assessor sênior para questões relacionadas ao Brasil no Departamento de Estado dos EUA, e a  aplicação de novas tarifas extras, o tarifaço.

Outras prioridades

A porta-voz do Departamento de Estado americano Amanda Roberson garantiu que influenciar votações em outros países não faz parte da estratégia do país, que está focado em suas prioridades. Entre elas, Roberson mencionou a segurança, a prosperidade e a paz.

Ela havia declarado que a Casa Branca acompanha a disputa presidencial, mas reconhece que o Brasil é um país soberano.

    Compartilhar
    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes