
O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro afirmou, neste domingo (2), que apoia "todo caminho de diálogo" para o país, a poucos dias da primeira reunião presencial entre o governo interino e a oposição, em Caracas.
Detido nos Estados Unidos sob acusações de narcotráfico, o ex-líder usou o Telegram para defender iniciativas de reconciliação nacional em meio a conversas que devem abordar garantias democráticas e o auxílio às vítimas de um recente terremoto.
Apoio ao diálogo e reconciliação
No texto, Maduro defendeu o diálogo como instrumento para promover a reconciliação nacional.
"Falar de um renascimento nacional como meta comum é falar de respeito mútuo na diversidade, de inclusão de todos e todas. Saudamos todo caminho de diálogo que ajude a consolidar a paz, a convivência e o reencontro entre os venezuelanos", diz a mensagem.
Ele também afirmou que agosto deve ser marcado por um "diálogo sincero" e um "renascimento espiritual" para a Venezuela.
Reunião em Caracas
A manifestação ocorre antes da primeira rodada presencial de negociações entre representantes do governo interino de Delcy Rodríguez e um grupo de opositores apoiados pelos Estados Unidos, prevista para a próxima semana, na capital venezuelana.
Segundo as partes envolvidas, os principais temas da pauta serão a assistência às áreas afetadas pelo duplo terremoto que atingiu o país em 24 de junho, o fortalecimento da democracia e a discussão de direitos e garantias políticas.
Ausência de María Corina
A principal líder da oposição venezuelana, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado, atualmente no exílio, não participará das conversas. A opositora ressaltou, no entanto, que não pretende impor obstáculos ao processo de negociação.
Julgamento nos EUA
Enquanto a articulação política avança em Caracas, o processo judicial contra o ex-presidente e a esposa, Cilia Flores, segue em andamento em solo americano. O julgamento do casal em um tribunal federal de Nova York está marcado para começar em 1º de junho de 2027.