Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Divulgação/Casa Branca
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu que não usará a força para tomar a Groenlândia em um discurso no Fórum Econômico Mundial nesta quarta-feira (21), apesar de afirmar que o território autônomo dinamarquês é um "interesse fundamental de segurança nacional" para os EUA.

@portal_ig Em discurso a líderes mundiais no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, o presidente Donald Trump afirmou que não pretende usar força militar para assumir o controle da Groenlândia, ao mesmo tempo em que voltou a expor os argumentos pelos quais defende que os Estados Unidos tenham domínio sobre o território dinamarquês. 🔗 Veja as notícias do Portal iG e acesse o Canal do Whatsapp no Link da Bio 📲 📹 Reprodução / The White House #PortaliG ♬ som original - iG


Ele exigiu negociações imediatas para discutir o que chamou de "aquisição" do território ártico.

Ainda no discurso, aumentou o tom de voz contra Europa e Otan informando que "apenas os Estados Unidos podem defender a Groenlândia".

Trump disse ter "enorme respeito" pelo povo da Groenlândia e da Dinamarca, mas que "nenhuma nação ou grupo de nações está em posição de garantir a segurança da Groenlândia, exceto os EUA".

Ele afirmou que a maior ilha do mundo estava "desprotegida" em uma localização "estratégica chave".

Groenlândia
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Groenlândia 'faz parte da América do Norte', diz Trump

A Groenlândia "faz parte da América do Norte", disse Trump, e como tal deve ser considerada parte dos interesses de segurança dos EUA.

Ele exigiu "negociações imediatas" para que os EUA adquirissem a Groenlândia e afirmou que isso "não seria uma ameaça à OTAN", mas sim fortaleceria a aliança.

Ele afirmou que a posse da ilha era essencial para que os EUA pudessem defendê-la adequadamente.

OTAN e Europa 'não valorizam' o que os EUA fazem, diz Trump

Trump falou longamente sobre como ele percebia as desigualdades na relação dos EUA com a Europa e, em particular, com a OTAN, dizendo que nenhuma das duas reconhecia o que os EUA haviam feito por elas.

Ele disse que os EUA não obtiveram "nada" da OTAN. "Provavelmente não conseguiremos nada a menos que eu decida usar força excessiva... mas não farei isso", acrescentou. "Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia."

Os EUA 'se lembrarão' se a OTAN se recusar a entregar a Groenlândia, diz Trump

Finalizando o assunto, Trump disse que a OTAN "tem uma escolha" sobre entregar a Groenlândia aos EUA, disse Trump: "Vocês podem dizer sim, e nós ficaremos muito agradecidos, ou podem dizer não, e nós nos lembraremos."

O início do interesse de Trump com a Groenlândia

A polêmica envolvendo a Groenlândia teve início ainda durante o primeiro mandato de Donald Trump, em 2019, quando o então presidente dos Estados Unidos afirmou publicamente que tinha interesse em “comprar” o território autônomo, que pertence ao Reino da Dinamarca.


A declaração, feita de forma direta e tratada inicialmente como uma excentricidade, provocou reação imediata de autoridades dinamarquesas e groenlandesas, que classificaram a ideia como absurda e reafirmaram que a ilha não está à venda.

O episódio escalou para um impasse diplomático, levando Trump a cancelar uma visita oficial à Dinamarca e colocando a Groenlândia no centro de um debate geopolítico mais amplo, que envolve interesses estratégicos, recursos naturais, rotas no Ártico e a crescente disputa entre potências pela região. 

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