María Corina pede oposicionista no lugar de Maduro
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María Corina pede oposicionista no lugar de Maduro

Horas depois da captura de Nicolás Maduro em Caracas, a líder oposicionista María Corina Machado afirmou que a Venezuela vive um momento decisivo e defendeu a posse imediata de Edmundo González Urrutia como presidente do país. Em declaração divulgada neste sábado (3), ela disse que a oposição está pronta para assumir o comando e “fazer valer o mandato popular”.

Segundo Machado, González deve ser reconhecido de forma imediata como chefe do Executivo e comandante das Forças Armadas. “Esta é a hora dos cidadãos que elegeram Edmundo González como legítimo presidente da Venezuela”, afirmou a oposicionista, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025.

Edmundo González, líder oposicionista cotado por María Corina
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Edmundo González, líder oposicionista cotado por María Corina

A fala ocorre após uma ofensiva atribuída aos Estados Unidos, que resultou na captura de Maduro e de sua esposa. O governo norte-americano confirmou a operação e informou que o presidente venezuelano foi retirado do país.

Edmundo González, que está exilado na Espanha, também se manifestou pelas redes sociais. Ele disse estar preparado para liderar o que chamou de “grande operação de reconstrução” da Venezuela. González concorreu às eleições de 2024 no lugar de María Corina Machado, que foi impedida de disputar o pleito pela Justiça venezuelana. Apesar de Maduro ter se declarado vencedor, a oposição sustenta que teve acesso a atas eleitorais que indicariam vitória de González. O resultado não foi reconhecido por parte da comunidade internacional.

O governo venezuelano, por meio da vice-presidente Delcy Rodríguez, afirmou não ter informações oficiais sobre o paradeiro de Maduro e exigiu dos Estados Unidos provas de vida do presidente. Caracas também denunciou violação da soberania nacional.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota condenando a ação militar, classificando a captura de Maduro e os bombardeios como uma afronta ao direito internacional e um risco à estabilidade regional.

Confira:

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.

Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.

A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.

A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.

A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação".

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