
Capturado por forças dos Estados Unidos durante uma operação em Caracas, o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi transportado por mar, a bordo de um dos principais navios de guerra da Marinha dos EUA: o USS Iwo Jima (LHD-7). A embarcação também transporta a primeira-dama, Cilia Flores, segundo informações divulgadas por autoridades americanas.
Conheça o navio de guerra Iwo Jima:

O USS Iwo Jima é um navio de assalto anfíbio, projetado para missões de grande porte que envolvem deslocamento de tropas, operações militares e ações estratégicas em áreas de conflito. É esse tipo de estrutura que permite ao governo dos EUA manter custódia, segurança e logística durante o traslado de uma autoridade estrangeira capturada fora do país.
Com mais de 250 metros de comprimento e deslocamento que ultrapassa 40 mil toneladas, o Iwo Jima está entre os maiores navios da frota americana que não são porta-aviões. A embarcação funciona como uma base móvel no mar, equipada para operar helicópteros, aeronaves de transporte e veículos anfíbios, além de abrigar centenas de militares.

O navio possui um amplo convés de voo e um compartimento interno que pode ser inundado para o lançamento e recolhimento de embarcações, o que o torna apto a operar próximo a áreas costeiras, como o Caribe, onde unidades da Marinha americana estavam posicionadas desde o fim de 2025.
Em operações regulares, o USS Iwo Jima pode transportar mais de 1.600 pessoas, entre tripulantes e tropas, além de equipamentos pesados. Também conta com áreas médicas, sistemas avançados de comunicação e rígidos protocolos de segurança, características consideradas essenciais para uma missão sensível como o transporte de Maduro.
Comissionado em 2001, o navio leva o nome da Batalha de Iwo Jima, um dos confrontos mais emblemáticos da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, ele tem base na cidade de Norfolk, no estado da Virgínia, e já participou de missões militares, exercícios internacionais e operações humanitárias ao longo dos últimos anos.
A escolha do USS Iwo Jima para o traslado do presidente venezuelano reforça o peso político e militar da ação conduzida pelos Estados Unidos. Enquanto o destino final de Maduro ainda é tema de debates diplomáticos, o deslocamento marítimo sob custódia militar mantém o caso no centro da atenção internacional.