Miguel Uribe sofreu atentado a tiros em 7 de junho
Reprodução/redes sociais
Miguel Uribe sofreu atentado a tiros em 7 de junho

A Justiça da Colômbia condenou o adolescente de 15 anos que teria matado a tiros Miguel Uribe , senador e pré-candidato à presidência do país. A sentençaa foi feita nesta quarta-feira (27) e prevê sete anos de internação para reabilitação social, sob supervisão rigorosa em um centro de atendimento especializado.

Por ser menor de idade, o jovem não recebeu pena de prisão . Em vez disso, foram determinadas medidas socioeducativas, previstas nas leis colombianas. No início deste mês, ele havia admitido a culpa por  tentativa de homicídio e por outras acusações ligadas ao uso de armas de fogo.

Primeira condenação

Uribe foi atingido nas costas, com ferimentos na região entre o pescoço e a cabeça
Reprodução
Uribe foi atingido nas costas, com ferimentos na região entre o pescoço e a cabeça


Esta é a primeira condenação feita a um dos suspeitos do assassinato de Miguel Uribe, segundo o jornal local El Tiempo. O pré-candidato do Centro Democrático foi vítima do jovem no dia 7 de junho, na capital em Bogotá, que teria atirado em sua cabeça e perna com uma pistola Glock 9 mm.

O político foi socorrido e levado para a Clínica Santa Fé, onde faleceu no dia 11 de agosto. O menor foi detido a duas quadras do local, de onde planejava fugir em uma motocicleta que o aguardava.

"Após avaliar as provas apresentadas pelo Ministério Público e a aceitação voluntária das acusações durante a audiência de acusação, um juiz do Sistema Penal Juvenil condenou o menor que atirou no senador e candidato à presidência Miguel Uribe Turbay" , anunciou oficialmente o Ministério Público local.

O advogado da família de Uribe também se manifestou: "Pela Lei da Infância e da Adolescência, uma das penas mais severas foi imposta ao menor que assassinou Miguel Uribe Turbay: 84 meses. Respeitamos a decisão, mas essa pena nunca equivale à vida tirada ou à dor causada. Esta lei incentiva o uso de menores na criminalidade sem punição real e efetiva" .

Promessa de dinheiro pelo assassinato

O adolescente foi responsabilizado por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma, recebendo pena de sete anos, próxima ao máximo de oito anos previsto em lei. Ele admitiu as acusações durante a audiência, e, mesmo com a vítima ainda viva na época, a sentença não poderia ser modificada, explica o jornal colombiano.

Ele também foi um dos primeiros a colaborar com o Ministério Público, fornecendo informações que ajudaram a identificar outros suspeitos do crime. O adolescente contou às autoridades que não havia sido informado sobre quem era a vítima, e que lhe ofereceram 20 milhões de pesos colombianos (cerca de R$ 26,8 mil ), que nunca chegou a receber, para cometer o crime.


"Durante a investigação, soube-se que o jovem foi contatado e convencido a realizar o ataque armado. Ele foi intimado a comparecer ao bairro Modelia e, a bordo de um carro dirigido por Carlos Eduardo Mora, recebeu uma pistola Glock 9 milímetros do ancião José Arteaga" , explicou o Ministério Público.

Respondem pelo planejamento do crime os réus Carlos Eduardo Mora, vulgo El Veneco; Katerine Andrea Martínez, também conhecida como Gabriela; William Fernando González; Cristian Camilo González; e o Élder José Arteaga, conhecido pelo pseudônimo "El Costeño" e suposto coordenador logístico do ataque.

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