Lula e o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo
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Lula e o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo

Os ministros das Relações Exteriores dos 27 Estados-membros da União Europeia se reúnem nesta segunda-feira (24) em Luxemburgo para aprovar um plano de ação para as consequências geopolíticas da guerra na Ucrânia .   

De acordo com fontes de Bruxelas, esse documento prevê a instituição de "parcerias especiais" com Brasil, Cazaquistão, Chile e Nigéria".   

"Além de uma batalha de narrativas, está em curso cada vez mais uma disputa de ofertas, e a Europa precisa estabelecer sua posição sobre isso", afirmou um alto funcionário do bloco.   

Declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva  causaram incômodo no Ocidente por insinuar que tanto a UE quanto os Estados Unidos não trabalhavam pela paz na Ucrânia.   

Durante viagem oficial à Abu Dhabi, Lula mencionou que os dois países, Rússia e Ucrânia, eram os culpados pela guerra.

“Eu penso que a construção da guerra foi mais fácil do que será a saída da guerra, porque a decisão da guerra foi tomada por dois países”, afirmou Lula durante coletiva de imprensa em Abu Dhabi.

Já em visita a Portugal no último sábado (22), o petista disse que a Rússia "errou" ao invadir o país vizinho e negou que tenha igualado as responsabilidades de Moscou e Kiev pelo conflito , porém destacou a necessidade de formar "um grupo disposto a falar em paz".

“Há uma posição muito clara: o Brasil condenou a Rússia por invadir o espaço territorial da Ucrânia, ponto. […] O que o Brasil não quer é se alinhar à guerra. O Brasil quer se alinhar a um grupo de países que precisa trabalhar para construir a paz”, disse Lula ao canal de notícias português RTP.

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