Rússia ataca capital da Ucrânia
Reprodução/Twitter - 10.10.2022
Rússia ataca capital da Ucrânia

O novo comandante das forças armadas russas que ocupam a Ucrânia , Sergey Surovikin , fez uma rara demonstração de preocupação em relação ao avanço das tropas rivais: ele reconheceu a situação do exército russo nas regiões tomadas como “tensa”.

Apesar da fala, que chamou atenção, Surovikin não admitiu a perda de territórios. Em entrevista a um canal de notícias estatais da Rússia , o comandante explicou que a estratégia não é avançar - ele definiu como prioridade a proteção de seus soldados e civis, enquanto “metodicamente ‘trituramos’ o inimigo que avança”.

Segundo a agência de notícias Reuters, em Kherson, no sul da Ucrânia, as forças russas recuaram de 20 a 30 quilômetros nas últimas semanas. Aproximam-se da margem ocidental do rio Dnipro, onde poderão ficar acuadas.

Vladimir Rogov, integrante do conselho russo, disse pelo Telegram que Kiev intensificou o bombardeio noturno à cidade de Enerhodar, localizada em Zaporizhzhia (também no sul da Ucrânia) e controlada por Moscou. O local é moradia de muitos funcionários da usina nuclear de Zaporizhzhia.

Também segundo Rogov, ataques teriam atingido os arredores da usina. “Mais de 10 acertos foram registrados nas áreas de usinas termelétricas e na zona industrial” desde a noite desta terça (18), escreveu. Ele usou a hashtag #StopUkrainianNuclearTerrorism (“pare o terrorismo nuclear ucraniano”, em português).

Ofensivas russas

Após a explosão de um caminhão na ponte que liga a Rússia à Crimeira, o exército de Vladimir Putin intensificou as ofensivas na Ucrânia - que não confirmou ser responsável pelo incidente, mas comemorou.

A Ucrânia tem acusado a Rússia de usar “drones kamikaze” Shahed-136 fabricados no Irã. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse em discurso publicado nas redes sociais na noite de terça (18) que a dependência russa de drones iranianos prova como o país está “falido em termos militares e políticos”. Em resposta, Moscou negou os ataques e Teerã disse que não forneceu os equipamentos.

Porém, de acordo com a Reuters, o Irã fornecerá mísseis e mais drones à Rússia. Entre os equipamentos que serão enviados estão drones Shahted-136 e mísseis balísticos dos modelos Fateh-110 e Zolfaghar. Não foi divulgado quando será feito o envio.

A agência de notícias informou que o vice-presidente do Irã, Mohammad Mokber, e funcionários do governo visitaram Moscou em 6 de outubro para fechar o acordo.

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