Pela primeira vez desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, a Nova Zelândia reabriu totalmente as fronteiras internacionais nesta segunda-feira
Erik Anderson/AAP Image via AP
Pela primeira vez desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, a Nova Zelândia reabriu totalmente as fronteiras internacionais nesta segunda-feira

Pela primeira vez desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, a Nova Zelândia reabriu totalmente as fronteiras internacionais nesta segunda-feira. O retorno de visitantes e estudantes internacionais, contudo, ainda deve ser dosado após o afrouxamento das restrições para viagens ao país.

Quem chega à Nova Zelândia também precisa estar vacinado contra a Covid-19 e fazer dois testes após a chegada, mas não há necessidade de fazer quarentena após o desembarque.

A fase final da reabertura das fronteiras começou no domingo, à meia-noite local, com a abertura da fronteira marítima e a liberação dos pedidos de visto para todos os visitantes estrangeiros. Em fevereiro, a Nova Zelândia começou o processo de reabertura para 60 países com os quais há acordo de dispensa de visto, incluindo o Brasil.

"Tem sido um processo gradual e cauteloso de nossa parte desde fevereiro, enquanto nós, juntamente com o restante do mundo, continuamos a gerenciar uma pandemia global muito ativa, mantendo nosso povo seguro", disse a primeira-ministra Jacinda Ardern durant discurso em Auckland nesta segunda-feira.


O diretor executivo da Tourism New Zealand, René de Monchy, antecipa que os negócios se recuperarão lentamente em comparação com os níveis pré-pandemia.

"Estima-se que o retorno do turismo internacional leve tempo, pois as pessoas de todo o mundo ainda ganham confiança para viajar", disse ele à AFP. "O turismo da Nova Zelândia está trabalhando duro para estimular visitas de mercados-chave para impulsionar a recuperação do setor e apoiar a economia do país."

O turismo — incluindo linhas de cruzeiro, cujos primeiros navios devem atracar em Auckland em meados de agosto — e estudantes internacionais costumavam ser grandes contribuintes para a economia da Nova Zelândia.

Antes da Covid-19, o turismo gerou US$ 25,7 milhões para o Tesouro durante os 12 meses anteriores a março de 2020. No mesmo período, o setor contribuiu diretamente para o Produto Interno Bruto (PIB) em US$ 16.400 milhões, equivalente a 5,5%.

A Nova Zelândia — que inicialmente foi um dos países que mais bem controlaram a pandemia — enfrentou, em julho, uma alta de casos, impulsionada pelas subvariantes da cepa Ômicron, chegando a ocupar o primeiro lugar no ranking mundial de média de mortes por milhão de habitantes. No último domingo, o país registrou 5.581 novos casos.

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