Soldados e civis em Mariupol, na Ucrânia
Reprodução/Ansa - 18.04.2022
Soldados e civis em Mariupol, na Ucrânia

O governo ucraniano declarou neste sábado (4) que quer fortalecer suas posições em seu território com a ajuda das armas prometidas pelo Ocidente antes de retomar as negociações de paz com a Rússia.

"As nossas Forças Armadas estão prontas para usar as novas armas. E então poderemos iniciar uma nova rodada de negociações a partir de uma posição mais forte", disse o negociador ucraniano David Arakhamia.

A declaração é dada após a Ucrânia anunciar que conseguiu fazer as forças russas recuarem em Severodonetsk, na região de Donbass, onde Moscou concentra sua ofensiva para assumir o controle total da província.

"Se antes tínhamos uma situação difícil com cerca de 70% (da cidade) capturada, agora eles foram empurrados para trás em 20%", disse o governador de Luhansk, Serhyi Gaidai.

Hoje, quatro combatentes voluntários estrangeiros da Legião de Defesa da Ucrânia perderam a vida em combate, informou um comunicado da brigada, citado pelo jornal "The Guardian". Trata-se de um alemão, um holandês, um australiano e um francês, cujas identidades não foram reveladas.

De acordo com o chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, Andriy Yermak, as Forças Armadas do país destruíram quase inteiramente o 35º Exército da Federação Russa em Izyum, na região nordeste de Kharkiv. "Quase todo o 35º Exército foi destruído em Izyum", disse ele ao portal Ukrinform.

Além disso, centenas de pessoas estão fugindo da cidade de Sloviansk, no leste da Ucrânia, e o número de evacuações quase dobrou nesta semana, segundo o chefe da administração militar da cidade, Vadym Lyakh.

"Todos os dias, cerca de 70 a 100 pessoas saem da cidade de Dnipro e 100 a 200 pessoas partem para outras partes da Ucrânia", disse Lyakh, acrescentando que o "fluxo de tráfego está aumentando, mais ônibus de evacuação estão sendo adicionados e as pessoas estão recebendo hospedagem e alimentação gratuitas por voluntários locais".

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