Presidente da Rússia, Vladimir Putin
Reprodução / Record News - 31.03.2022
Presidente da Rússia, Vladimir Putin

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, negou os rumores de que o presidente russo Vladimir Putin esteja com uma condição de saúde debilitada.

O rumor circulou nas redes sociais e foi pauta de comentários de personalidades de alto escalão de países como Ucrânia e Reino Unido.

Lavrov foi questionado sobre o tema ao dar uma entrevista à emissora francesa TF1 e prontamente afastou a hipótese:

"Você sabe, o presidente Putin aparece em público todos os dias. Você pode vê-lo nas telas de TV, ler seus discursos, ouvir seus discursos", disse o ministro. "Não acho que qualquer pessoa sã possa ver nesta pessoa sinais de algum tipo de doença ou enfermidade. Deixo isso na consciência daqueles que espalham tais rumores", completou.

O espião britânico Christopher Steele é uma das fontes do boato. Ele escreveu um dossiê sobre os negócios de Donald Trump na Rússia. Recentemente, ele afirmou que fontes informaram a ele que Putin está gravemente doente.

"Certamente, pelo que estamos ouvindo de fontes na Rússia e em outros lugares, Putin está, de fato, seriamente doente", disse Steele. "Não está claro exatamente o que é essa doença —se é incurável ou terminal, ou qualquer outra coisa. Já o major-general Kyrylo Budanov, chefe da inteligência militar da Ucrânia, afirmou recentemente que Putin "está em condições psicológicas e físicas muito ruins e está muito doente" .

Budanov, por sua vez,  disse que o estado de saúde do presidente incitou um golpe para derrubá-lo. "Eles estão se movendo dessa maneira e é impossível detê-los", acrescentou.

As prioridades de Putin

Na sua entrevista, Lavrov também afirmou que a "principal prioridade" da chamada operação militar especial na Ucrânia, como é nomeada a guerra pelo Kremlin, é a "libertação das regiões de Donetsk e Luhansk, agora reconhecidas pela Federação Russa como estados independentes".

Argumentando que a Rússia pretende "desnazificar" a Ucrânia, o ministro avaliou a situação de territórios além daqueles do leste ucraniano, região conhecida como Donbass.

"Para o resto dos territórios da Ucrânia, onde há pessoas que não querem romper os laços com a Rússia, caberá às populações dessas regiões decidir. Eu não acho que esses moradores ficarão felizes em voltar sob o poder de um regime neonazista que é completamente russofóbico. Cabe ao próprio povo decidir", declarou.

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