Magdalena Andersson, primeira-ministra da Suécia
Divulgação - 01.03.2022
Magdalena Andersson, primeira-ministra da Suécia

A primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, confirmou nesta segunda-feira (16) que o país vai se candidatar a membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A decisão chega um dia após a Finlândia também anunciar sua intenção de se juntar à aliança euro-atlântica , resultado direto da invasão da Rússia à Ucrânia.

"O governo decidiu informar a Otan que a Suécia quer se tornar membro da aliança" , afirmou Andersson nesta segunda-feira. "Estamos deixando uma era e iniciando outra", acrescentou a primeira-ministra.

O anúncio ocorreu após o Partido Social-Democrata, liderado por Andersson, ter abandonado sua defesa da neutralidade para pedir a adesão da Suécia à Otan.

Os dois países escandinavos são integrantes da União Europeia, mas historicamente se mantiveram neutros entre o Ocidente e a Rússia. No entanto, a invasão à Ucrânia os fez repensar seu status de neutralidade, principalmente a Finlândia, que compartilha 1,3 mil quilômetros de fronteira com o território russo.

A Suécia vinha se mostrando mais reticente, porém a adesão de Helsinque a tornaria o único país do Mar Báltico fora da Otan.

Finlândia e Suécia não devem ter dificuldades para entrar na aliança, apesar das ressalvas da Turquia, que as acusa de dar refúgio a curdos - as candidaturas precisam de aprovação unânime dos Estados-membros.

"A Finlândia e a Suécia precisam parar de dar apoio aos terroristas do PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão]", afirmou no domingo (15) o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, após uma reunião da Otan em Berlim.

No entanto, o chanceler italiano, Luigi Di Maio, garantiu nesta segunda-feira que Ancara não vetará a entrada de Helsinque e Estocolmo. "Escutei palavras razoáveis da Turquia nos últimos dias, ela está aberta ao diálogo. Estamos de acordo em abrir as portas da Otan para esses dois países", disse.

Em discurso nesta segunda, o presidente russo, Vladimir Putin, assegurou que não tem "problemas" com Finlândia e Suécia e que sua eventual entrada na Otan não representa uma ameaça para Moscou, mas ressaltou que a reação do Kremlin dependerá de como será a presença militar da aliança nos dois países.


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