Companhia aérea impede que menino com deficiência embarcasse
Reprodução/ Youtube Diário do Nordeste
Companhia aérea impede que menino com deficiência embarcasse

O ministro da Aviação da Índia, Jyotiraditya Scindia, disse que o país vai investigar uma companhia aérea após denúncias de que teria impedido que um adolescente com deficiência embarcasse em um de seus voos. O episódio, relatado nas redes sociais, provocou uma onda de revolta, com muitos apontando discriminação.

Segundo publicação feita por um dos passageiros, funcionários da companhia aérea IndiGo disseram aos pais do jovem que ele era um "risco" aos demais presentes no voo. O caso ocorreu no sábado, no aeroporto de Ranchi.

Autora do post, Manisha Gupta contou que o adolescente parecia angustiado antes do voo. Afirmou que seus pais conseguiram acalmá-lo "com paciência e abraços" e que outros passageiros se dispuseram a ajudar. Segundo o relato, uma equipe da IndiGo, ao avistar o jovem, disse que impediria seu embarque caso "não ficasse 'normal'".

"Então testemunhamos a demonstração completa de autoridade e poder bruto. A equipe da Indigo anunciou que a criança não teria permissão para pegar o voo. Que era um risco para os outros passageiros. Que teria que se tornar 'normal', antes de ser digna de viajar", disse Grupta.

De acordo com ela, outros passageiros garantiram que não tinham nenhuma objeção ao embarque do jovem e de seus pais. Um grupo de médicos que estava no mesmo avião também ofereceu auxílio se ocorresse qualquer incidente durante o voo, conforme a publicação.

Após a repercussão do caso, a companhia aérea afirmou que tomou a medida para a segurança de seus pasageiros. Disse ainda que proporcinou hospedagem para a família, que embarcou em voo no dia seguinte.

"Lamentamos a inconveniência causada aos passageiros. A IndiGo se orgulha de ser uma organização inclusiva, seja para funcionários ou clientes; e mais de 75.000 passageiros com capacidades especiais voam com a IndiGo todos os meses", afirmou a empresa em nota.

O ministro da Aviação escreveu em seu perfil no Twitter que tomaria "ações apropriadas" e anunciou que estava investigando por conta própria o ocorrido.

"Há tolerância zero em relação a esse comportamento. Nenhum ser humano deveria passar por isso", publicou Scindia.

A Direção-Geral da Aviação Civil (DGCA) também solicitou um relatório da companhia aérea.

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