O 46º presidente dos Estados Unidos, Joe Biden
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O 46º presidente dos Estados Unidos, Joe Biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu ao Congresso quinta-feira mais US$ 33 bilhões (R$ 165) para ajudar a Ucrânia a se defender da invasão militar da Rússia.

O pedido de financiamento – que destina US$ 20 bilhões (R$ 100 bi) para assistência militar, US$ 8,5 bilhões (R$ 42,5 bi) em a ssistência econômica para o governo da Ucrânia responder à crise no país e US$ 3 bilhões (R$ 15 billhões) em ajuda humanitária – é o que os EUA acreditam que será necessário para os próximos cinco meses.

O prazo longo indica que os EUA não consideram que a guerra vá acabar em um futuro próximo.

A ajuda é significativa, e quase 10 vezes o apoio anual americano concedido a Israel.

Em pronunciamento na Casa Branca, Biden disse que "é fundamental" o Congresso aprovar rapidamente o pedido de orçamento suplementar.

"O custo desta luta não é barato. Mas ceder à agressão é mais caro" afirmou ele.

Os EUA dizem que já gastaram US$ 14 bilhões (R$ 70 bilhões) no fortalecimento da Ucrânia. Segundo o presidente americano, 10 armas antitanques já foram fornecidas para a Ucrânia para cada tanque russo.

Os recursos econômicos devem enfurecer ainda mais a Rússia, que tem repetido diversas ameaças contra países ocidentais que vêm armando a Ucrânia. Na quarta-feira, Vladimir Putin fez uma sinalização de que, caso sinta que os interesses estratégicos da Rússia estão em perigo, não descarta o uso de armas nucleares.

Em seu discurso, Biden sugeriu que Putin está blefando. O presidente americano disse que o líder está preocupado com seu “fracasso abjeto” na guerra até agora e, em vistas disso, faz ameaças nucleares contra o Ocidente como resultado. Ele classificou as falas do líder russso como “perturbadoras” e “vazias”.

"É irresponsável que alguém faça declarações sobre o uso de armas nucleares" afirmou.

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Segundo o New York Times, a inteligência americana diz que não observou nenhuma movimentação das capacidades nucleares russas. Ogivas nucleares, no entanto, são mais difíceis de monitorar, e sua movimentação pode escapar ao radal da CIA.

Ações contra oligarcas

Biden também anunciou que enviará ao Congresso uma proposta legislativa destinada a tornar mais fácil para os Estados Unidos apreender iates, aviões e outros bens de grandes empresários russos conhecidos como oligarcas, e então usar os recursos das vendas para ajudar a Ucrânia. Biden referiu-se especificamente a iates e outros “ganhos sujos”.

Até o momento, os países da União Européia congelaram mais de US$ 30 bilhões em ativos russos, incluindo quase US$ 7 bilhões em bens de luxo pertencentes aos oligarcas, incluindo iates, obras de arte, imóveis e helicópteros. Uma das últimas apreensões foi de um superiate de US$ 90 milhões pertencente ao bilionário russo Victor Vekselberg.

O pacote legislativo proposto por Biden também aumentaria a pressão legal sobre os oligarcas que procuram esconder seus fundos. Uma das propostas é permitir a apreensão de outros bens, usados para fugir de sanções. Outra é expandir o arsenal usado pelos promotores dos EUA, dobrando o tempo de permissão para a condução de investigações de lavagem de dinheiro de cinco para 10 anos.

De acordo com sua proposta à legislatura, "os lucros da propriedade cleptocrática confiscada" serão usados para compensar a Ucrânia pelos "danos da agressão russa", disse a Casa Branca em comunicado.

Além do fornecimento de assistência militar, que começou principalmente com armas de infantaria defensiva, mas agora inclui artilharia pesada e drones, Washington está liderando a imposição de uma bateria de sanções ocidentais destinadas a isolar a Rússia e pressionar Putin.

O pacote proposto também inclui financiamento para lidar com as perturbações econômicas nos Estados Unidos e em outros lugares, desde o impacto no fornecimento de alimentos até a disponibilidade de componentes usados na fabricação de alta tecnologia.

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