O albanês Alban Gropçaj e seu chefe, Guido Bertola
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O albanês Alban Gropçaj e seu chefe, Guido Bertola

A Justiça do Ceará acolheu uma denúncia contra um italiano e dois brasileiros suspeitos do assassinato do turista albanês Alban Gropçaj, de 28 anos, ocorrido em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, em fevereiro de 2019.

Com isso, os três denunciados pelo crime tornam-se réus e devem responder por homicídio qualificado, de acordo com o Ministério Público do Ceará (MPCE).

Gropçaj era funcionário do italiano Guido Bertola, empresário de Cuneo e principal suspeito de ser o mandante do crime. O albanês foi assassinado na noite de 18 de fevereiro de 2019, em Fortaleza, onde estava para fazer companhia ao seu chefe.

Naquela noite, há três anos, patrão e empregado haviam acabado de sair de um restaurante italiano, quando ambos "foram abordados por dois indivíduos em uma motocicleta, os quais interceptaram o carro, retiraram o albanês do veículo e o executaram com três disparos de arma de fogo, dois na cabeça e um no ombro", informou o Ministério Público.

Segundo a investigação, o roubo foi uma farsa, e o carro conduzido pelo italiano na noite do crime "estava parado, de forma alinhada, com as portas fechadas, próximo ao meio-fio, e nenhuma freada foi ouvida no momento da interceptação dos assassinos".

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As autoridades brasileiras acreditam que o italiano estacionou o veículo propositalmente, à espera dos assassinos. Um dos dois criminosos já foi preso.

O inquérito relata que Bertola orquestrou o crime junto com uma brasileira "por interesses financeiros", tendo em vista que o albanês estaria desenvolvendo um projeto na empresa do italiano e, por causa da sua ascensão, o empresário tinha medo que seus negócios fossem atrapalhados.

Após o assassinato, Bertola ficou alguns dias detido, mas logo foi liberado. No momento, seu advogado não recebeu nenhum comunicado formal da justiça do Brasil.

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